Compartilhar

Goiás supera 7,2 mil casas gratuitas e Daniel promete ampliar programa se reeleito

Publicado em: 26/09/2026 21:56

Programa habitacional já entregou 7.244 moradias sem cobrança aos beneficiários e tem outras 916 unidades prontas; governo estabelece meta de chegar a 10 mil entregas até dezembro

Deixar o aluguel para trás e receber as chaves da casa própria sem assumir financiamento ou prestação mensal. Essa é a proposta do Pra Ter Onde Morar – Construção, política habitacional de Goiás que já entregou 7.244 moradias a custo zero para famílias em situação de vulnerabilidade social.

Outras 916 unidades estão concluídas e aguardam a entrega das chaves, fazendo com que o número de imóveis já prontos chegue a 8.160.

A meta anunciada pelo governo é alcançar 10 mil casas entregues até dezembro.

Em meio à campanha eleitoral, o governador Daniel Vilela (MDB), candidato à reeleição, assumiu o compromisso de manter e ampliar a iniciativa caso permaneça no Palácio das Esmeraldas pelos próximos quatro anos.

“Enquanto eu for governador, esse programa não vai parar”, afirmou Daniel ao defender a continuidade da política habitacional.

Casa sem financiamento e sem prestação

O principal diferencial do programa está justamente no custo para quem recebe o imóvel: zero.

Não se trata de financiamento habitacional subsidiado no qual a família assume prestações reduzidas.

As casas são entregues gratuitamente aos beneficiários selecionados segundo os critérios do programa.

O modelo é direcionado especialmente a famílias de baixa renda que não possuem condições financeiras para contratar um financiamento imobiliário convencional.

A execução é coordenada pela Agência Goiana de Habitação (Agehab), em parceria com as prefeituras.

Os municípios disponibilizam terrenos regularizados, enquanto o Governo de Goiás assume os custos da construção.

Mais de 7,2 mil famílias já receberam as chaves

O programa alcançou até agora a marca de 7.244 moradias efetivamente entregues.

Com as 916 unidades concluídas que ainda aguardam entrega, Goiás possui 8.160 casas prontas dentro da política habitacional.

A previsão apresentada pelo governo é entregar outras unidades nos próximos meses até alcançar 10 mil moradias até o final de 2026.

O investimento público informado para a política chega a R$ 1,3 bilhão.

Daniel defende que a próxima etapa seja ampliar tanto o número de casas quanto a presença territorial do programa.

A intenção anunciada é fazer a iniciativa chegar progressivamente a todos os municípios goianos onde existam famílias que preencham os requisitos.

“O objetivo desse programa é alcançar todas as famílias que se encontram em uma condição de pobreza ou extrema pobreza. E nós vamos levar isso a todos os municípios de Goiás”, declarou.

Programa nasceu no governo Caiado

A política de casas a custo zero foi implantada durante a administração do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e continuou sob Daniel Vilela.

O atual governador tem associado publicamente sua proposta de continuidade à preservação das políticas implementadas pelo antecessor.

“Fico muito feliz de, na sequência do trabalho que o governador Ronaldo Caiado empreendeu no estado, manter as entregas, os programas e as ações”, afirmou Daniel.

Para um eventual novo mandato, a proposta apresentada pelo emedebista é ampliar o alcance do Pra Ter Onde Morar – Construção.

A promessa, portanto, envolve duas frentes: construir mais unidades e levar o programa a municípios ainda não contemplados.

O peso do aluguel no orçamento

Por trás dos milhares de imóveis entregues existe um efeito econômico direto para as famílias contempladas.

O aluguel costuma representar uma parcela importante do orçamento doméstico das famílias de baixa renda.

Quando a moradia passa a ser própria e não existe uma prestação de financiamento a substituir o aluguel, esse recurso pode ser redirecionado para alimentação, educação, saúde, transporte, melhorias na própria residência ou outras necessidades familiares.

É justamente essa mudança que aparece nos relatos de beneficiários do programa.

Em São Luís de Montes Belos, Lorena Souza de Oliveira, de 36 anos, recebeu sua casa em julho.

Mãe de três filhos, ela afirmou que pretende utilizar parte do dinheiro anteriormente destinado ao aluguel para realizar melhorias no novo imóvel.

“Vou morar aqui com meus três filhos e a primeira coisa que quero fazer é dormir tranquila, sem preocupação”, relatou.

“É o sonho de todo mundo”

Experiência semelhante foi relatada por Ana Cássia Cardoso, beneficiária do programa em Marzagão.

Para ela, receber a casa significou principalmente deixar de pagar aluguel e conquistar definitivamente a moradia própria.

“Meu coração é só gratidão. É o sonho de todo mundo ter a casa própria e sair do aluguel, e eu consegui”, afirmou.

Ana também elogiou a estrutura da residência recebida.

Os relatos ajudam a dimensionar uma política pública que, nos números, é contabilizada em milhares de unidades, mas que, para cada beneficiário, representa uma mudança individual na estrutura financeira e familiar.

Daniel transforma continuidade em compromisso de campanha

A proximidade das eleições acrescenta uma dimensão política ao programa.

Daniel disputa a reeleição em 4 de outubro e incorporou a continuidade das casas a custo zero aos compromissos apresentados para um eventual novo mandato.

A promessa é ampliar uma política iniciada na administração Caiado e mantida pela atual gestão.

O compromisso, entretanto, está condicionado à reeleição e sua execução futura dependerá das decisões administrativas, orçamentárias e legislativas do próximo governo.

Por isso, é necessário distinguir dois elementos.

De um lado estão as 7.244 casas já entregues e as 916 unidades já concluídas, que constituem resultados informados da política habitacional.

Do outro está a promessa de expansão nos próximos quatro anos, que integra a plataforma apresentada pelo candidato à reeleição.

Meta agora é chegar a 10 mil

Antes mesmo de uma eventual nova etapa do programa, existe uma meta para concluir em 2026.

O governo pretende chegar a 10 mil casas entregues até dezembro.

Com 7.244 unidades já repassadas às famílias, será necessário entregar outras 2.756 para alcançar esse número.

Considerando também as 916 casas que já estão prontas e aguardam entrega, faltariam 1.840 unidades além desse estoque concluído para atingir a meta anunciada.

É uma expansão expressiva de uma política pública voltada justamente a uma das despesas mais pesadas no orçamento das famílias de baixa renda.

Na reta final da campanha, Daniel Vilela transforma essa política em um dos compromissos de continuidade de seu projeto eleitoral.

A mensagem do governador é simples: se depender dele, as chaves continuarão sendo entregues.

“Enquanto eu for governador, esse programa não vai parar.”

Faça um comentário