Compartilhar
Eleições 2026 terão consumo anual de energia do TSE 100% compensado por geração solar
Nova usina fotovoltaica no Catetinho recebeu investimento de R$ 15,8 milhões e terá 5.628 painéis; projeto é resultado de parceria entre TSE, CEB e Terracap
As Eleições de 2026 terão uma novidade que vai muito além das urnas. Pela primeira vez, todo o consumo anual de eletricidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será compensado por energia produzida a partir do sol.
O avanço será possível com a entrada em operação de uma nova usina fotovoltaica construída no Catetinho, no Distrito Federal. Com 5.628 painéis solares e investimento de R$ 15,8 milhões, a estrutura está com 98% das obras concluídas e deverá começar a contribuir para o abastecimento energético do Tribunal em breve.
O passo decisivo para a utilização da energia produzida ocorreu nesta terça-feira (1º), quando o TSE, a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) assinaram um acordo para viabilizar a compensação da eletricidade gerada pela nova unidade.
Participaram da assinatura o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques; o presidente da CEB, Elie Chidiac; e o presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis.
Mais de 5,6 mil painéis no Catetinho
Construída pelo Consórcio CEB Par-Terracap, a nova usina recebeu investimento de R$ 15,8 milhões.
A estrutura possui potência instalada de 4,024 megawatts-pico (MWp) e capacidade estimada para produzir 7,7 milhões de quilowatts-hora (kWh) por ano.
As obras começaram em maio e avançaram rapidamente. Segundo as informações divulgadas pelo TSE, 98% dos trabalhos já estão concluídos.
A energia produzida no Catetinho será utilizada de forma complementar à geração de outra unidade fotovoltaica já instalada na sede do Tribunal, com potência aproximada de 1 MW.
É a combinação dessas duas estruturas que permitirá atingir a compensação integral do consumo anual de eletricidade do TSE.
Eleição também entra na agenda da sustentabilidade
A entrada em operação da nova usina faz com que as Eleições 2026 marquem um momento inédito na política de sustentabilidade da Justiça Eleitoral.
Será a primeira eleição em que o equivalente a 100% da eletricidade consumida anualmente pelo Tribunal Superior Eleitoral será produzido por geração solar.
A iniciativa também pretende reduzir despesas com eletricidade e ampliar a participação das fontes renováveis na estrutura energética utilizada pela Administração Pública.
Na prática, o sistema de compensação permite que a energia produzida pelas unidades solares seja considerada no balanço do consumo elétrico do Tribunal, diminuindo a dependência da eletricidade convencional adquirida da rede.
Sol de Brasília vira aliado do TSE
A escolha pela geração fotovoltaica aproveita uma característica natural do Distrito Federal: a elevada incidência de radiação solar durante boa parte do ano.
Com milhares de placas instaladas no Catetinho, essa disponibilidade passa a ser convertida em eletricidade para compensar o funcionamento de uma das principais instituições do sistema eleitoral brasileiro.
E o impacto não se limita ao período da votação. Embora o projeto ganhe destaque pela proximidade das Eleições 2026, a produção estimada de 7,7 milhões de kWh ocorre ao longo de todo o ano.
Isso é relevante porque a estrutura do TSE permanece em funcionamento permanente, envolvendo atividades administrativas, sistemas tecnológicos, processamento de informações e preparação das eleições.
Tecnologia além das urnas
A Justiça Eleitoral brasileira costuma ter a tecnologia associada principalmente às urnas eletrônicas e aos sistemas utilizados para organizar e totalizar os votos. O novo projeto amplia essa discussão para a infraestrutura necessária ao funcionamento do próprio Tribunal.
Com a integração da usina do Catetinho à unidade solar existente na sede, o TSE passa a utilizar a geração renovável em escala suficiente para compensar integralmente seu consumo anual.
O acordo firmado entre TSE, CEB e Terracap também demonstra como estruturas públicas distintas podem compartilhar investimentos e soluções para reduzir gastos e ampliar o uso de fontes de energia de menor impacto ambiental.
Com 5.628 novos painéis prestes a entrar em operação, as Eleições 2026 terão, portanto, uma marca inédita também fora das cabines de votação: pela primeira vez, o consumo anual de energia elétrica do Tribunal responsável por organizar o pleito será integralmente compensado pela força do sol.
