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Celina é a única entre principais candidatos que não vai gastar dinheiro público criando novos órgãos no GDF

Publicado em: 16/08/2026 11:18

Enquanto adversários propõem novas estruturas administrativas, plano de Celina Leão aposta em aproveitar e aprimorar a máquina que o DF já possui, evitando ampliar o organograma do governo

Da Redação Bomba Bomba!

Em tempos em que o cidadão acompanha de perto cada real gasto pelo poder público, uma diferença entre os planos dos principais nomes na disputa pelo Governo do Distrito Federal chama atenção: Celina Leão é a única que não apresenta proposta de criação de uma nova secretaria, órgão ou estrutura administrativa equivalente.

Enquanto seus principais adversários colocam no papel novas estruturas para o GDF, Celina segue por outro caminho: aproveitar a máquina pública existente, aprimorá-la e buscar resultados sem aumentar o tamanho do organograma governamental.

A diferença aparece na comparação dos planos de governo de quatro dos principais candidatos: Celina Leão, José Roberto Arruda, Leandro Grass e Ricardo Cappelli.

Arruda, Grass e Cappelli propõem novas estruturas

No plano de José Roberto Arruda, está prevista a criação de um Centro de Coordenação do Governo, destinado à articulação e ao acompanhamento das ações da administração pública.

Leandro Grass, por sua vez, propõe uma Secretaria Executiva de Proteção Animal, criando uma estrutura administrativa específica para tratar do tema.

Já Ricardo Cappelli inclui entre suas propostas a criação da Emater-DF e de uma Secretaria de Cultura.

Celina segue na direção oposta.

Entre os quatro nomes comparados, seu plano é o único que não prevê a criação de uma nova secretaria, órgão ou estrutura equivalente.

Mais eficiência, sem inflar a máquina

A opção sinaliza uma diferença importante na concepção de governo.

Em vez de responder às demandas do Distrito Federal com a criação de novas estruturas burocráticas, a proposta de Celina está concentrada em usar e aperfeiçoar aquilo que o GDF já possui.

E a diferença não é apenas administrativa. Criar estruturas públicas pode significar novos cargos, instalações, equipes, sistemas e despesas de funcionamento — custos que precisam ser avaliados diante dos benefícios efetivamente esperados.

Isso não significa, por si só, que toda nova secretaria seja desnecessária. Há situações em que uma reorganização administrativa pode ser justificável. Mas a decisão de não ampliar a estrutura sem demonstrar necessidade coloca Celina numa posição de maior cautela em relação ao crescimento permanente da máquina pública.

A lógica é simples: antes de criar mais órgãos, é preciso fazer funcionar melhor os que já existem.

Celina aposta no que já existe

A estratégia também permite direcionar o debate para uma pergunta que interessa diretamente ao contribuinte: para melhorar os serviços públicos, é realmente necessário criar mais estruturas ou é possível entregar mais com a máquina que o DF já mantém?

No plano de Celina, a resposta está clara.

A candidata prefere trabalhar sobre a estrutura existente, buscando aprimoramento e eficiência administrativa, em vez de apresentar como solução a multiplicação de órgãos governamentais.

Enquanto Arruda propõe um Centro de Coordenação do Governo, Grass quer uma Secretaria Executiva de Proteção Animal e Cappelli menciona Emater-DF e Secretaria de Cultura, Celina não coloca nenhuma nova estrutura desse tipo na conta do contribuinte.

Diferença que pode pesar no bolso

Em uma eleição na qual segurança, saúde, educação, mobilidade e qualidade dos serviços estarão no centro da discussão, o tamanho e o custo da administração pública também merecem entrar no debate.

Afinal, recursos destinados à manutenção da burocracia são recursos que precisam disputar espaço no orçamento com investimentos e políticas públicas.

Por isso, a ausência de novas secretarias no plano de Celina não é um detalhe burocrático. É uma escolha de modelo de gestão.

De um lado, candidatos que entendem ser necessária a criação de novas estruturas para executar determinadas políticas. Do outro, Celina aposta em fortalecer e cobrar resultados da estrutura que já existe.

E, quando o dinheiro é público, aumentar a máquina nunca deveria ser a primeira alternativa.

Antes de criar mais cargos, órgãos e estruturas, a prioridade deve ser fazer o governo entregar mais ao cidadão com aquilo que já tem. Nesse quesito, pelo menos entre os quatro principais nomes colocados na disputa, Celina Leão largou na frente no compromisso de não aumentar o tamanho da máquina pública.

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