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Operação Mulher Segura reforça combate à violência doméstica e incentiva denúncias em Sergipe
No Dia D da segunda edição da ação, delegada Lara Schuster destaca canais de proteção e alerta para sinais do ciclo da violência
Nesta terça-feira, 30, Dia D da segunda edição da Operação Mulher Segura, o Governo Federal e o Estado de Sergipe intensificam as ações de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. A operação integra o Pacto Nacional contra o Feminicídio e tem como objetivo fortalecer a prevenção, ampliar a conscientização da população e incentivar as denúncias de casos de violência, destacando os mecanismos de proteção disponíveis às vítimas.
De acordo com a delegada Lara Schuster, a iniciativa ocorre em um contexto de aumento da violência contra a mulher e busca mobilizar toda a sociedade. A delegada explicou que a violência doméstica não se restringe às agressões físicas e pode ocorrer entre familiares, pessoas sem vínculo de sangue e também em relações íntimas de afeto, atuais ou passadas, independentemente de coabitação. Segundo ela, além da violência física, existem as violências psicológica, patrimonial, moral, sexual e a violência vicária, caracterizada por atingir pessoas próximas da vítima, como filhos e familiares, para causar sofrimento ou exercer controle.
Lara Schuster destacou que a Lei Maria da Penha oferece mecanismos de proteção, como as medidas protetivas de urgência, mas alertou que muitas mulheres permanecem no ciclo da violência sem perceber a situação. “Precisamos conscientizar as pessoas para que busquem ajuda e denunciem aos primeiros sinais de violência”, reforçou.
A delegada também chamou a atenção para o fato de que a maioria dos casos de feminicídio registrados em Sergipe ocorreu sem que as vítimas tivessem feito denúncias anteriores. “O feminicídio não é o primeiro crime, ele ocorre depois da prática de uma série de outros crimes considerados menores”, enfatizou, ressaltando que qualquer pessoa pode denunciar situações de violência.
As denúncias podem ser realizadas pelo Disque 181, da Polícia Civil, e pelo Disque 180. As vítimas também podem utilizar a Delegacia Virtual da Mulher para solicitar medidas protetivas de urgência sem a necessidade de comparecer presencialmente a uma unidade policial.
Outro mecanismo destacado foi a Casa da Mulher Brasileira, recentemente inaugurada em Sergipe, que oferece atendimento integral às vítimas. Segundo a delegada, a unidade reúne diversos serviços em um só local, incluindo atendimento do Instituto Médico Legal (IML) já no primeiro acolhimento.
Lara Schuster ressaltou ainda que Sergipe conta com delegacias e núcleos especializados no atendimento à violência doméstica em municípios como Barra dos Coqueiros, Cristinápolis, Estância, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro, Própria, São Cristóvão e Tobias Barreto, além dos serviços virtuais de atendimento. “Viemos dentro da Operação Mulher Segura atuar também com essa forma preventiva, buscando conscientizar as pessoas que procurem ajuda nos primeiros sinais de violência, para que possamos ter as mulheres com direito a uma vida sem violência”, concluiu.

