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OAB/DF recepciona examinandos da segunda fase do Exame de Ordem
Neste domingo (21), cerca de 2,4 mil bacharéis em direito do Distrito Federal passaram pela etapa prático-profissional do 46º Exame de Ordem Unificado (EOU), no campus do Uniceub, na Asa Norte. A prova teve duração de cinco horas, com início às 13h.

Nesta etapa decisiva para quem sonha com a advocacia, os examinandos e examinandas foram acolhidos pela Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF), por meio da distribuição de kits e mensagens de motivação para a prova. A ação contou com a participação de voluntários das comissões da Jovem Advocacia e Estágio e Exame de Ordem.
Para o presidente da OAB/DF, Paulo Maurício Siqueira, Poli, que acompanhou a aplicação do exame, o EOU tem papel importante na construção de uma advocacia forte e comprometida. “O Exame não é fácil. Mas é um primeiro desafio que busca preparar quem deseja ser voz para a sociedade. Por isso, nós fazemos questão de estar nesse momento. Desejamos um ótimo desempenho a todos e que, em breve, possamos entregar as carteiras a esses profissionais, selando mais essa vitória”.


A copresidente, Roberta Queiroz, afirma que acolher o(a) futuro advogado(a) está na essência da OAB/DF. “Faz parte, tradicionalmente, da história da OAB/DF já acolher os futuros advogados antes mesmo de receber a carteira, antes mesmo de começar a exercer a profissão”, afirma. Ela falou também sobre o papel inspirador da advocacia feminina que, apesar dos desafios, vem ganhando espaço na profissão. “Para as mulheres que hoje estão fazendo prova, eu desejo sucesso e, mais do que sucesso, a esperança para sempre encarar com muita resiliência todos os entraves e todos os quebra-molas que aparecem no meio do caminho, porque nós, mulheres, sempre seremos exemplos umas para as outras”, destacou.


O presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem, Rodrigo Cabral, destacou que, no EOU, apesar da pressão interna que os candidatos enfrentam, o maior desafio do candidato é contra ele próprio. “O candidato tem que vir pensando que ele não vai ter concorrência, porque não tem um número de vagas”, conta. Ele também pontuou que a advocacia tem lugar para todos, apesar da crença comum de que o mercado está saturado. “Como todo início de carreira acaba sendo difícil, mas tem que ter perseverança. Tudo na vida tem que ter fé e tem que trabalhar muito para atingir os objetivos. E a advocacia não ia ser diferente. E tem espaço para todo mundo. Quem passa na OAB não precisa se preocupar que não vai ter cliente. Vai ter. Fazendo o trabalho pertinho, você consegue seu espaço”, disse.


A presidente da Diretoria Jovem, Sofia Gomes, ressaltou a importância da presença da OAB/DF nesta fase. “É muito importante que a OAB já se mostre presente, prestando todo apoio, até para os nossos futuros colegas, que eles saibam que têm todo o suporte aqui, nesse momento tão especial”, afirmou.
Expectativas no alto
O estudante de direito Marcelo Ferreira, 28, está com boas expectativas para esta etapa. “Passei na primeira fase e agora, para a segunda, se Deus quiser, é aprovado também”, afirmou.


Cursando a segunda graduação, ele compartilhou os desafios para realizar o sonho que começou ainda no Ensino Médio. “Não tinha condições de pagar uma faculdade de Direito, então fiz uma faculdade de RH primeiro e aí eu entrei no mundo do trabalho CLT, e agora estou terminando a faculdade de Direito e fazendo a OAB pela primeira vez”, conta.
Em família
Acompanhada pelos pais, Anna Beatriz Carvalho, 23, conta que escolheu o Direito inspirada pela mãe, que é advogada trabalhista. “Acabei entrando para o Direito mesmo e os primeiros semestres foram bem cansativos, não entendia nada, mas me apaixonei”, conta. Para a prova, as expectativas são altas. “Estudei muito!”
A advogada Waliane Carvalho compartilhou, com orgulho, a trajetória de Anna na preparação para o Exame. “Eu vi uma pessoa que tinha certeza do que queria. E eu vi nela, assim, ainda que tivesse obstáculos, ela conseguiu focar, porque acreditava no potencial dela”, disse.


Inspiração
As amigas Thainara do Nascimento, 22, e Sabrina Fortes, 23, estão no último semestre da faculdade e têm uma inspiração comum que as motivou a fazer a prova: as aulas de Direito Penal.
Thainara afirmou estar apreensiva com a segunda fase, mas exala confiança. “Para a segunda fase, eu escolhi direito penal, porque eu tive uma aula na faculdade com um professor muito bom, excelente. Então, ele foi um incentivo e motivo para que eu escolhesse essa área”, afirmou.
Sabrina conta que a possibilidade de ajudar as pessoas foi também um motivador para a escolha da profissão. “Eu vislumbrava essa possibilidade dentro do Direito, de defender as pessoas mais fracas, as minorias, as pessoas mais frágeis. E aí, por isso, eu escolhi o direito e eu tô feliz com essa escolha. E eu quero usar essa profissão para poder ajudar realmente as pessoas que mais precisam”, disse.
















Bacharel em Direito desde 2016, Chirlene Rodiane, 48, teve como inspiração um chefe. “Fui trabalhar com ele [advogado] como secretária, acabei pegando gosto de olhar os processos, aí ele me ensinou a fazer os processos. E eu comecei a ter gosto para fazer Direito, isso foi em 2003, 2004. Aí fiz faculdade, terminei em 2016”.
Ela, que faz a segunda fase pela terceira vez, contou sobre a ansiedade para esta tentativa, que espera ser a última. “Eu tenho fé que eu vou conseguir. Se eu não conseguir dessa vez, a repescagem vem aí e eu consigo, mas eu quero, dessa vez, a minha história no Direito”, afirmou.
Fotos: Vinicius Costa
Jornalismo OAB/DF
