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Inscrições abertas para colônia de férias voltada aos filhos de pessoas privadas de liberdade
As atividades são gratuitas e acontecem nos dias 3, 10 e 17 de julho, das 13h às 17h, no Gama/DF. São 100 vagas por dia, com direito a lanche, camiseta do evento, kit de participação e transporte de ida e volta ao local. Cada criança pode participar apenas uma vez.
A iniciativa inédita é uma parceria entre a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP/DF) e a Associação Edificar, com apoio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape/DF).
O objetivo é promover acolhimento, lazer educativo, apoio emocional e experiências positivas de infância para crianças e adolescentes que convivem com os impactos do encarceramento de um familiar. Para isso, a programação contempla recreação, oficinas educativas, dinâmicas de integração, atividades culturais, música e momentos de convivência comunitária.
Para a juíza da VEP, Leila Cury, ressocializar também é cuidar de quem ficou do lado de fora. “Nenhuma criança deve carregar o peso da pena que não lhe pertence, nem ser invisível aos olhos da sociedade. Assim, compreendemos que era preciso dar um passo além e estruturar uma política permanente de proteção e cuidado. Assim nasceu o Programa Vínculos e essa colônia de férias”, explica.
Adelai Quefar, presidente da Edificar, explica que a associação atua há mais de 12 anos junto ao sistema prisional do DF e que a colônia de férias é a realização de um sonho e que também representa a colheita de anos de trabalho e compromisso com essas famílias. “Não se trata de filantropia mas de uma missão”, completa.
Proteção da infância
A colônia de férias é a primeira ação extramuros do Programa Vínculos, de Fortalecimento Familiar e Proteção Integral de Crianças Impactadas pelo Cárcere. Outra ação, também voltada para crianças, é o calendário de visitas especiais. Nesses encontros, as crianças contam com espaços adaptados com brinquedoteca, atividades recreativas e acolhimento.
O Vínculos está alinhado às diretrizes da Constituição Federal; ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); à Lei de Execução Penal; ao Plano Pena Justa, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça; e ao Plano Distrital de Políticas Penais do Distrito Federal, especialmente no que se refere à proteção de grupos em situação de vulnerabilidade, ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, à promoção da cidadania, à proteção integral da infância e à humanização da execução penal.
