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TJDFT inicia III Semana Nacional dos Juizados Especiais com webinar sobre litigância predatória
A litigância predatória caracteriza-se pelo uso indevido do processo como estratégia de obtenção de vantagens dissociadas da tutela legítima de direitos. A juíza Fernanda Dias Xavier abordou a Recomendação CNJ 159/2024, que trata de medidas para identificação, tratamento e prevenção da litigância abusiva, o tema 1.396 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), interesse de agir, as condutas processuais que indicam indício de litigância abusiva e o uso de assinadores eletrônicos nesse tipo de litigância, entre outras questões.
Em sua fala, o juiz Jerry Adriane Teixeira destacou a Nota Técnica 15 do Centro de Inteligência do TJDFT e tratou de assuntos dos juizados especiais relacionados à litigância predatória, como o valor e a repetição das demandas e a gratuidade de justiça. O magistrado também tratou do uso de Inteligência Artificial (IA) no combate à litigância predatória. Segundo ele, é preciso atenção ao uso responsável das ferramentas tecnológicas, às normas legais e ao diálogo institucional, visando agir com ética, disciplina e boa-fé nas ações dos juizados especiais.
A juíza Andreza Alves de Souza fez um breve histórico da criação dos juizados especiais e mediou o esclarecimento de dúvidas dos participantes. O webinar contribuiu para o debate dos desafios na identificação de práticas predatórias sem restrição indevida do acesso à Justiça, bem como para a análise de seus impactos sobre a atividade jurisdicional nos juizados especiais, com aplicação de medidas processuais adequadas ao seu enfrentamento.
Ações do TJDFT
Durante a III Semana Nacional dos Juizados Especiais, o TJDFT realizará webinários, por meio da Escola de Formação Judiciária (EjuDFT), oficina voltada à aplicação de princípios de linguagem simples, com foco na qualificação da comunicação institucional e no aprimoramento dos documentos produzidos pelos juizados especiais, conduzida pelo Laboratório de Inovação Aurora, além de promover ações voltadas à educação em direitos e à disseminação da cultura da conciliação, com apoio do Núcleo Permanente de Mediação e Conciliação (NUPEMEC), e divulgação do trabalho realizado pelos Centros de Justiça Restaurativa (CEJURES) nos juizados especiais criminais, com atuação do Núcleo de Justiça Restaurativa (NUJURES).
