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Mabel reforça rede de proteção às mulheres e defende ação integrada contra a violência em Goiânia
O prefeito Sandro Mabel participou, na manhã desta segunda-feira (25/5), do primeiro encontro da Rede de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher em Goiânia, que apresentou o panorama atual das políticas públicas e dos serviços ofertados às mulheres, além da pactuação de fluxos de atendimento e definição de prioridades estratégicas para atuação conjunta da rede. O evento reuniu representantes do sistema de Justiça, segurança pública, saúde, assistência social e instituições parceiras que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher.
“Hoje temos em Goiânia cerca de 1,7 mil mulheres com medidas protetivas e 890 com botão do pânico. É muita mulher vítima de violência em Goiânia e isso tem que acabar. Por isso, estamos reforçando a rede de proteção à mulher”, afirmou o prefeito. Ele lembrou que a construção da Casa da Mulher Brasileira, que é um espaço de acolhimento completo para a mulher vítima de violência doméstica, vai para a quarta licitação. “Pedi que façam um edital mais forte para entrar uma empresa que cumpra com a exigência, porque precisamos que ela seja concluída”, disse.
A secretária municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos, Erizania Freitas, lembrou que recentemente o prefeito Sandro Mabel institucionalizou uma rede que visa proteger todas as pessoas goianienses contra todos os tipos de violência, mas determinou que se instituísse um protocolo voltado à mulher. “Por isso hoje, nesse 25 Laranja, todos os organismos se unem na Rede de Proteção à Mulher para instituir protocolos, traçar metas e, acima de tudo, avançar nas políticas sociais voltadas às mulheres goianienses”, afirmou. Celebrado a cada dia 25 do mês, o Dia Laranja é uma campanha das Nações Unidas pelo fim da violência contra as mulheres.
Erizania Freitas explicou também que a rede de proteção tem parceria com o Sistema S, que garante bolsa integral para que as mulheres em situação de violência frequentem cursos de qualificação profissional para, posteriormente, serem encaminhadas ao mercado de trabalho. “Isso porque sabemos que é importante que essa mulher tenha autonomia financeira para que possa romper com esse ciclo. Por outro lado, a secretaria trabalha com o Cadastro Único, para que ela possa também receber o Bolsa Família”, disse.
O comandante da Guarda Civil Metropolitana, Gustavo Toledo, reforçou que a GCM tem três equipes exclusivas do Programa Mulher Mais Segura, com mais de 4.600 mulheres atendidas desde que foi implantado, em atendimento ao cumprimento das medidas protetivas expedidas pela Justiça. “Apesar das três viaturas exclusivas para o programa, qualquer uma pode atender as ocorrências de violência doméstica”, explicou.

A promotora de Justiça Emiliana Rezende falou também dos grupos reflexivos. A partir do momento do indiciamento do homem por violência doméstica, os juízes fazem o encaminhamento do agressor a um grupo reflexivo, onde ele faz uma espécie de terapia em grupo e passa a ter uma percepção diferente da masculinidade, da importância de resolver os problemas de forma mais saudável, sem violência. “A gente percebe que quando o homem passa por esse grupo reflexivo, ele não volta a praticar a violência doméstica, ele muda a sua mentalidade. Isso está comprovado estatisticamente”, revelou.
A juíza Hanna Lídia Rodrigues, titular do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da comarca de Goiânia, afirmou que existe violência doméstica em todas as classes sociais, mas que a mulher mais humilde, de baixa renda, é a que mais denuncia o crime.
A delegada Ana Elisa Gomes Martins, titular da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), afirmou que cerca de 30 mulheres procuram a delegacia em Goiânia diariamente para denunciar violência física. “São quase 30 mil mulheres no estado com medidas protetivas, dentro da Lei Maria da Penha. Temos conseguido salvar vidas dessas mulheres porque elas tiveram coragem de procurar essas forças de segurança. Daí a importância de termos todos os atores envolvidos no combate a esse tipo de violência”, finalizou.
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia
