Um projeto diferenciado na área de regulação das urgências e emergências foi entregue à secretária da Saúde, Arita Bergmann, pelo presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems/RS), Diego Espíndola. A ideia é ampliar a estrutura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) aos 216 municípios gaúchos que ainda não têm cobertura pelo telefone 192.
“No momento em que o serviço conseguir englobar esses municípios, seremos o primeiro Estado a ter 100% de cobertura do Samu”, disse Diego. Atualmente, a cobertura do serviço no Rio Grande do Sul corresponde a 91,2% da população (cerca de 10,3 milhões de habitantes). “Os municípios que ainda não têm o Samu são muito pequenos, de 5 mil a 10 mil habitantes”, informou o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade, durante a entrega do projeto, na quinta-feira (25/6).
Essa iniciativa é analisada pela Secretaria da Saúde (SES) há mais tempo, mas, devido à pandemia da Covid-19, colocação em prática foi temporariamente postergada. “Agora é o momento ideal para retomarmos os trabalhos devido ao aumento da demanda de pacientes para urgências e emergências”, disse Diego.
Nos municípios que ainda não há cobertura do Samu, os atendimentos pré-hospitalares móveis são realizados pelo Corpo de Bombeiros Militar ou Voluntários e por ambulâncias municipais. De acordo com o presidente do Cosems, muitos destes veículos são tripulados apenas por condutores, sem profissionais de saúde. “Queremos trazer esses municípios para a rede estadual de regulação”, completou Elsade.
Conforme o projeto, cada um dos municípios que se unir à regulação estadual terá direito a um recurso de R$ 10 mil para estruturar o serviço no seu território.
Texto: Ascom SES
Edição: Secom