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Caiado celebra entrega de 4 mil casas a custo zero em Goiás

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Caiado celebra 4 mil casas a custo zero entregues em Goiás

Governador entregou casas e realizou a transferência simbólica da capital para Santa Cruz: “Goiás hoje é um estado que, cada vez mais, cuida das pessoas” (Foto: Rômullo Carvalho)

Nos 296 anos de Santa Cruz de Goiás, que incluiu a transferência simbólica da capital para o município, o governador Ronaldo Caiado entregou, nesta quarta-feira (27/8), 30 casas a famílias em situação de vulnerabilidade social. Entre as unidades está a de número 4 mil do Programa Pra Ter Onde Morar – Construção, desenvolvido pelo Goiás Social em parceria com a Agência Goiana de Habitação (Agehab).

“Goiás hoje é um estado que, cada vez mais, cuida das pessoas”, ressaltou ele durante o evento. Com a entrega desta quarta-feira, o Governo de Goiás atingiu a marca de 4.001 casas a custo zero entregues em 162 municípios do estado. O Estado investiu R$ 3,8 milhões para construção das moradias que foram erguidas no Residencial Iêdo Ranulfo Lobo, em terreno doado pela prefeitura.

Casas a custo zero

“É casa padrão, com grama esmeralda, cerâmica no piso, laje, tudo arrumado. Entregamos as chaves já com documentos. Em qualquer lugar, uma casa dessa custa mais de R$ 250 mil, preço de mercado. E hoje tivemos a oportunidade de entregar sem custo”, disse Caiado.

O vice-governador Daniel Vilela destacou o caráter social da iniciativa e disse que a entrega das casas é a custo zero, sem nenhum tipo de financiamento ou carnê para pagamento.

“Quando estiverem virando a chave para entrar na casa não será só um ato físico, mas uma virada na vida. Que ela seja melhor, mais digna, com mais segurança. Que tenham o conforto para criar os filhos, netos, receber os familiares e ter uma perspectiva de vida muito melhor”, declarou.

O prefeito de Santa Cruz de Goiás, Ângelo Natal da Paz, agradeceu a parceria e reforçou a importância da ação ao comentar a tranquilidade que a política habitacional traz para as pessoas. “Caiado está entregando casas boas, com qualidade. [As famílias] passam para dentro e sabem que a casa é delas, vão zelar”, disse.

A contemplada com a unidade de número 4 mil foi Cristiane Soares, mãe de sete filhos. Ela relatou a mudança que o benefício representa em sua vida.

“Não tenho nem palavras para agradecer. Eu moro na fazenda, em uma casa cedida. E é difícil vir para a cidade. Fico dependendo de carona dos outros. Agora vai mudar minha vida. Estou muito feliz”, afirmou.

Transferência da capital

Distante 124 quilômetros de Goiânia, Santa Cruz de Goiás recebeu o título de capital simbólica do Estado pela sétima vez. Realizada na Praça da Matriz, a cerimônia reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de órgãos independentes. A transferência é um ato de reconhecimento à história da cidade, que foi a capital goiana entre os anos de 1839 e 1870.

O governador Ronaldo Caiado comentou que, a cada ano, o ato solene é realizado de forma mais participativa e com entregas para a população – a exemplo das chaves das 30 moradias. “As pessoas sentem mais obras chegando, mais qualidade de vida. E esse é um momento emblemático para preservarmos a cultura e a memória daqueles que iniciaram a colonização no Estado”, lembrou.

O chefe do Executivo sublinhou que Goiás hoje é “referência em qualidade de vida, renda per capita, educação, segurança e programas sociais”, concluiu.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Fonte: Portal Goiás

Governo quer coibir concorrência desleal de big techs, diz Rui Costa

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O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, disse nesta quarta-feira (27) que o Governo Federal prepara o envio de dois projetos de lei para atuar na regulação econômica e na responsabilização das plataformas por crimes praticados em ambientes digitais. As propostas buscam definir regras claras, com foco na responsabilização, transparência e regulação que evite a concorrência desleal nos mercados digitais, concentrados em poucas empresas com poder majoritário sobre a informação e a economia do setor.

“A regulação consiste em um projeto para tratar de impedir crimes e outro que trata de igualar, dar as mesmas condições de competição entre os diversos veículos”, explicou.

Costa concedeu entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele lembrou que as discussões em torno das big techs, grandes empresas estrangeiras de tecnologias, não envolvem apenas a prevenção da prática criminosa nas plataformas digitais, mas também a regulação econômica.

“Não é justo, é uma competição desigual entre os veículos tradicionais, como TVs, rádios e outros veículos, com plataformas que arrecadam muito e não contribuem com nada. Nós temos que ter isonomia no tratamento entre veículos”, disse. “Alguns pagam tributos, contribuições, enquanto essas plataformas hoje não pagam praticamente nada por esse faturamento que elas recebem. É, portanto, muito desigual”. 

O governo acredita ainda que a conduta das grandes empresas inviabiliza negócios menores e encarece produtos para o consumidor final por meio de concorrência desleal. Essas distorções são causadas por problemas como a falta de transparência nos buscadores, cobranças de taxas abusivas a lojas de aplicativos de empresas menores, venda casada de serviços e direcionamento de meios de pagamento.

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Adultização

Sobre o projeto que busca combater a exploração de crianças e adolescentes no ambiente digital, que deve ser votado nesta semana no Senado, o ministro disse que não está nos planos do governo fazer alterações significativas no que for definido no Parlamento.

“O texto do Congresso já traz algum nível de regulação. Não queremos competir nem modificar aquilo que o Congresso votar esta semana. Eventualmente, [poderemos] complementar e preencher vazios daquilo que não for regulado nesse texto a ser votado e depois sancionado pelo presidente”, disse o ministro.

 

Fonte: Agência Brasil

Olimpíada do Tesouro Direto tem inscrições abertas até 3 de setembro

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As inscrições para a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) estão abertas até o dia 3 de setembro. Voltada para estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º até o 3º ano do ensino médio de escolas públicas e privadas, a iniciativa dividirá o prêmio de R$ 4 milhões a 10 mil alunos. Competição será em 9 de setembro.

As escolas podem inscrever os alunos gratuitamente no site da competição.

Organizada pela B3 e pela Secretaria do Tesouro Nacional, a Olitef está com 13 mil escolas inscritas, sendo 86% escolas públicas e 14% escolas privadas. Em 2024, a competição contou com 6.560 instituições e mais de 546 mil alunos participantes.

Neste ano, a Olitef 2025 ampliou a capilaridade territorial, com presença em 60% dos municípios brasileiros, frente aos 43% alcançados em 2024.

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Os 10 mil alunos mais bem colocados dividirão um prêmio de R$ 4 milhões. Cada um receberá R$ 400 em títulos públicos Tesouro Selic para que possam começar a investir. Segundo a organização, haverá ainda incentivos às instituições participantes.

Serão sorteadas 54 escolas públicas (duas por estado) para receber kits educacionais no valor de R$ 100 mil. As escolas públicas poderão escolher um laboratório de informática, robótica, ciências; entre outras opções. Além disso, o diretor e até quatro professores de cada umas 54 escolas sorteadas receberão R$ 8 mil cada em Títulos Públicos.

“A OLITEF é mais do que uma competição; é uma ferramenta de transformação social que busca desenvolver nos jovens a capacidade de tomar decisões financeiras conscientes e responsáveis. A Olitef planta essa semente desde cedo, formando uma geração preparada para os desafios do futuro, e levando esse conhecimento adquirido pelo aluno ao seu seio familiar, que também passará a ter acesso à informação e à consciência do ponto de vista financeiro”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, em nota.

Fonte: Agência Brasil

Wilder Morais é investigado pela PF por desvio de dinheiro público

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O senador goiano Wilder Morais (PL) está sendo investigado pela Polícia Federal por supostamente ter desviado dinheiro público de emendas parlamentares!!! Reportagem de O Popular, publicada nesta quarta-feira (27), mostra que a absurda quantia de R$ 1 milhão em emendas indicadas por ele estão sob apuração devido à ausência de planos de trabalho que comprovem a execução dos valores.

A investigação foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em decisão de domingo (24). O magistrado ordenou que o Tribunal de Contas da União (TCU) levante, em até 10 dias úteis, todas as emendas parlamentares sem plano de trabalho e encaminhe as informações às superintendências da Polícia Federal. A partir daí, cada caso poderá resultar na abertura de inquérito policial para apurar o destino do dinheiro.

No caso específico de Wilder Morais, a Polícia Federal apura se houve desvio ou uso irregular dos R$ 1 milhão indicados pelo senador por Goiás. As emendas impositivas fazem parte do Orçamento da União e são prerrogativa de deputados federais e senadores, que direcionam recursos a municípios e estados de suas bases eleitorais.

De acordo com o levantamento inicial, 964 emendas em todo o país estão nessa situação, somando R$ 649 milhões. O modelo em questão foi criado em 2019, com a justificativa de dar mais agilidade à aplicação das verbas. A modalidade permite repasses diretos a estados e municípios sem a necessidade de convênios ou de projetos específicos, como ocorria antes.

Embora apresentada como forma de acelerar a execução de políticas públicas, a prática passou a ser alvo de críticas pela fragilidade nos mecanismos de transparência. Para especialistas em contas públicas, a ausência de um plano de trabalho detalhado abre brechas para irregularidades, desperdício e, sobretudo, uso político-eleitoral do dinheiro.

O risco é ainda maior em ano pré-eleitoral. Recursos liberados sem controle podem se transformar em verdadeiro “ralo de dinheiro público”, financiando obras mal planejadas ou até mesmo nunca realizadas. Na pior das hipóteses, verbas podem ser desviadas e utilizadas como moeda de troca para garantir apoio político em campanhas, comprometendo a lisura do processo democrático.

Entenda o que é e como vai funcionar a nova tecnologia da TV 3.0

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (27) o decreto de implementação da TV 3.0, considerada a nova geração da tecnologia de televisão aberta e gratuita brasileira. A expectativa do governo é de que a TV 3.0 entre no ar em junho de 2026, a tempo da próxima Copa do Mundo. Entenda como ele vai funcionar na prática

O que muda com o novo sistema? 

O modelo é uma evolução da atual TV digital, que teve início em 2007. Considerada a “televisão do futuro”, a TV 3.0 vai integrar os serviços de internet (broadband) à habitual transmissão de sons e imagens (broadcast), possibilitando o uso de aplicativos que permitirão aos telespectadores interagir com parte da programação. 

Uma das principais inovações da TV 3.0 é justamente sua interface baseada em aplicativos, em que as emissoras terão condições técnicas de passar a oferecer, além do sinal aberto já transmitido em tempo real, conteúdos adicionais sob demanda, como séries, jogos, programas e outras possibilidades. 

Além de mais qualidade de som e imagem, o novo sistema amplia as possibilidades de interação e personalização. Graças à integração com a internet, o telespectador poderá interagir com a programação – votando em tempo real em um reality show pela própria tela da TV, por exemplo.

O sistema permitirá fazer compras diretamente de seu televisor, abrindo novas possibilidades de geração de receitas às emissoras. Também será possível acessar e consultar serviços públicos por meio de aplicativos disponíveis no aparelho, como o Gov.BR

O sistema permitirá, ainda, a informação em tempo real de alertas de emergência sobre desastres, de forma altamente personalizada, a partir da recepção de sinal pela antena, sem a necessidade da conexão à internet.  

O telespectador poderá, por exemplo, escolher uma câmera específica para assistir a um jogo de futebol – e ainda optar por ouvir o narrador ou apenas o som ambiente do estádio.


Brasília (DF), 27/08/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a TV 3.0 no no Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 27/08/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a TV 3.0 no no Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a TV 3.0 no no Palácio do Planalto Foto: José Cruz/Agência Brasil

A TV 3.0 será gratuita? 

Sim. Trata-se de uma tecnologia para serviço de radiodifusão, que continua livre, aberta e gratuita. 

Como vou acessar?

Os novos aparelhos da TV 3.0 deverão vir de fábrica com a primeira tela apresentando um catálogo de canais de televisão abertos – o que não vem ocorrendo na interface atual das SmartTVs, que se conectam com a internet e dão prioridade aos aplicativos on demand.  

A troca de canais de forma numérica será substituída. Nos novos modelos, os canais serão acessados por aplicativos das emissoras, semelhante aos botões para acesso às plataformas de streaming.  

A  TV 3.0 precisa de internet para funcionar?

Não é necessário ter internet para ter acesso à TV 3.0. No entanto, as TVs conectadas vão propiciar mais opções de conteúdo, como a possibilidade de interatividade com os produtos que são distribuídos pela TV aberta. 

Será preciso trocar o meu aparelho de TV?

De acordo com o Ministério das Comunicações, caixas conversoras ou mesmo soundbars conversores poderão ser instalados junto aos televisores atuais, fazendo com que sejam convertidos para o novo padrão sem a necessidade de troca de aparelhos. 

Quando o novo modelo entra em vigor?

A migração será gradativa, com início nas grandes capitais. A expectativa do governo é que a estreia da TV 3.0 ocorra em junho do ano que vem, acompanhando a transmissão da Copa do Mundo de futebol. A transição total para o novo modelo, com cobertura em todo território, poderá ser concluída em até 15 anos.  

 Assista a uma simulação das funcionalidade da TV 3.0, realizada hoje na cerimônia de assinatura do decreto:

Fonte: Agência Brasil

Novo edital cria oportunidades para ambulantes em Sobradinho II

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A Administração Regional de Sobradinho II lançou o Edital de Chamamento Público nº 001/2025, oferecendo a pessoas interessadas a oportunidade de atuar como ambulantes na cidade. A medida visa regulamentar o comércio em espaços públicos, garantindo mais segurança, organização e oportunidades de emprego para quem depende do trabalho informal como fonte de renda.

Segundo a Administração, o credenciamento busca equilibrar o crescimento do comércio de rua com a necessidade de manter a cidade organizada, criando um ambiente seguro tanto para trabalhadores quanto para moradores. O edital especifica os critérios de participação, documentação exigida e locais permitidos para a atividade, reforçando a transparência do processo.

A iniciativa é considerada um passo estratégico para fortalecer a economia local e valorizar os profissionais do comércio ambulante, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento ordenado da região. Os interessados podem consultar o edital completo no site oficial da Administração Regional de Sobradinho II.

Tempo ao ar livre ajuda a prevenir casos de miopia

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A prática de atividades ao ar livre pode ajudar a prevenir o surgimento de casos de miopia ao longo dos primeiros anos de vida. O desafio, entretanto, é evitar que o hábito se perca com o avanço da urbanização e do uso precoce de telas na infância e com a consequente redução do tempo que crianças e adolescentes passam fora de casa.

As conclusões fazem parte da publicação CBO Miopia, de autoria do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), que traça um panorama da doença no país. O documento será lançado formalmente na próxima sexta-feira (29) durante o 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Curitiba (PR).

Números

A miopia atinge, atualmente, 7,6% de crianças e adolescentes brasileiros com idade entre 3 e 18 anos. Dados da publicação revelam, entretanto, contrastes classificados como marcantes – em comunidades quilombolas rurais, a prevalência da doença é 1,06%, enquanto, em áreas urbanas, chega a 20,4%.

Apesar das diferenças, o CBO destaca que a média brasileira se aproxima da registrada no restante da América Latina, estimada em 8,61%, e se mantém distante, por exemplo, da realidade asiática, onde estudos recentes apontam 87,7% de prevalência na China; 69% na Coreia do Sul; e 66% em Singapura.

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Fatores de risco

De acordo com o conselho, a miopia resulta de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Crianças com pais míopes têm até cinco vezes mais chances de desenvolver a condição. Além disso, hábitos como leitura prolongada em ambientes fechados e pouco tempo ao ar livre podem estar associados ao avanço da doença.

Estudos recentes mostram, entretanto, que a exposição solar exerce efeito protetor contra a doença: 40 minutos diários de atividades externas reduzem significativamente o risco de miopia.

Covid-19

Um exemplo do impacto do confinamento, segundo o CBO, foi observado durante a pandemia de covid-19, quando o tempo de exposição ao sol e de atividades externas diminuiu de forma brusca. Durante o período, Hong Kong, por exemplo, registrou um salto da prevalência de miopia na população de 44% para 55% em um ano.

“Entre crianças e adolescentes, as consequências da miopia são ainda mais preocupantes. A ausência de diagnóstico ou tratamento pode comprometer o desempenho escolar e o desenvolvimento intelectual”, alerta o CBO.

Custos

Outro desafio abordado pela publicação é o envelhecimento da população míope, que tende a elevar os custos para o sistema de saúde. Isso porque altos graus da doença aumentam as chances de desdobramentos classificados pelo CBO como complexos e onerosos.

“Por isso, especialistas defendem políticas públicas que incluam triagem visual em escolas, campanhas educativas sobre atividades externas desde a infância e orientações claras às famílias sobre a importância das consultas oftalmológicas regulares”, destacou o conselho.

*A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)

Fonte: Agência Brasil

Israel matou mais jornalistas que qualquer guerra da história mundial

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A Força de Defesa de Israel (FDI) assassinou, em menos de dois anos, mais jornalistas e profissionais de mídia do que qualquer guerra da história mundial. O Sindicato de Jornalistas Palestinos estima que 246 profissionais foram assassinados desde o dia 7 de outubro de 2023. 

Esse número representa mais mortes que a soma de outros sete importantes conflitos: as 1ª e 2ª guerras mundiais, a Guerra Civil Americana, a da Síria, do Vietnã (incluindo os conflitos no Camboja e no Laos), além das guerras na Iugoslávia e na Ucrânia.

Os dados dos jornalistas mortos nos demais conflitos são do Memorial Freedom Forum que reúne os nomes dos profissionais assassinados em conflitos armados ao longo da história, com exceção do conflito da Ucrânia, que foi calculado pelo Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ).  


Arte Jornalistas mortos em guerras
Arte Jornalistas mortos em guerras

Imagem: Arte EBC

Uma pesquisa da Universidade de Brown, nos Estados Unidos (EUA), concluiu que a guerra em Gaza “é, simplesmente, o pior conflito de todos os tempos para repórteres”. 

Para entidades de classe que representam os jornalistas ao redor do mundo, Israel promove ataques deliberados para impedir a cobertura da guerra na Faixa de Gaza, o que o governo de Benajmin Netanyahu nega.

“Israel está se engajando no esforço mais mortal e deliberado para matar e silenciar jornalistas, já documentado pelo CPJ. Jornalistas palestinos estão sendo ameaçados, diretamente alvejados e assassinados pelas forças israelenses, além de serem arbitrariamente detidos e torturados em retaliação ao seu trabalho”, diz o CPJ.

Israel ainda proíbe a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza sem escolta e controle dos militares do país, o que dificulta ainda mais o acesso à informação, pela população global, sobre o que acontece no território palestino ocupado.

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Imprensa palestina

Apenas no segundo mês da guerra, ainda em 2023, 37 jornalistas foram assassinados na Faixa de Gaza. “O Exército israelense matou mais jornalistas em dez semanas do que qualquer outro Exército em um único ano”, disse Sherif Mansour, coordenador do CPJ.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos informou ainda que 520 jornalistas foram feridos por balas ou mísseis israelenses e 800 familiares de profissionais de mídia foram mortos. Outros 206 jornalistas palestinos foram presos por Israel desde outubro de 2023, sendo que 55 continuam nas prisões – 23 em prisão administrativa, modalidade de detenção que pode ser realizada sem acusação formal.

“Ataques aéreos e ataques com tanques destruíram 115 veículos de comunicação na Faixa de Gaza, abrangendo todos os tipos de veículos. Na Cisjordânia e em Jerusalém, fecharam cinco veículos de comunicação e destruíram ou fecharam 12 gráficas”, acrescentou o sindicato local de jornalistas.

Israel nega que ataque deliberadamente civis no conflito, o que inclui os jornalistas, além de justificar alguns assassinatos ao vincular os jornalistas com a organização Hamas, acusações questionadas por entidades profissionais e de direitos humanos.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil em fevereiro de 2024, o então chefe local da Al Jazerra em Gaza, Wael Al-Dahdouh, que perdeu a esposa, três filhos e um neto em bombardeios israelenses, descreveu o trabalho jornalístico na região como o mais mortal para a profissão de que se tem registro na história humana. 


A demonstrator holds a poster featuring Reuters journalist Hussam al-Masri, Mohammed Salama, who worked for Qatar-based broadcaster Al Jazeera, Moaz Abu Taha, a freelance journalist who worked with several news organizations and occasionally contributed to Reuters, Mariam Abu Dagga, who freelanced for the Associated Press and other outlets, and Ahmed Abu Aziz, who were all killed in Israeli strikes on Nasser hospital in the southern Gaza Strip, during a protest in solidarity with journalists in Gaza, in Sidon, Lebanon, August 27, 2025. REUTERS/Aziz Taher
A demonstrator holds a poster featuring Reuters journalist Hussam al-Masri, Mohammed Salama, who worked for Qatar-based broadcaster Al Jazeera, Moaz Abu Taha, a freelance journalist who worked with several news organizations and occasionally contributed to Reuters, Mariam Abu Dagga, who freelanced for the Associated Press and other outlets, and Ahmed Abu Aziz, who were all killed in Israeli strikes on Nasser hospital in the southern Gaza Strip, during a protest in solidarity with journalists in Gaza, in Sidon, Lebanon, August 27, 2025. REUTERS/Aziz Taher

O Sindicato de Jornalistas Palestinos estima que 246 jornalistas foram assassinados desde o dia 7 de outubro de 2023. Foto: Reuters/Aziz Taher/Proibida reprodução

Ataque ao Hospital Nasser

Em episódio recorrente da guerra em Gaza, o vídeo do segundo bombardeio, no mesmo dia, ao Hospital Nasser chocou o mundo na última segunda-feira (25). Dessa vez, Israel bombardeou o hospital na cidade de Khan Yunes enquanto jornalistas registravam o resultado de um ataque feito minutos antes. 

O ataque matou também a equipe de socorristas, chegando a 20 pessoas mortas, incluindo cinco jornalistas, sendo eles: um contratado da Reuters, Hussam Al-Masri; o operador de câmera da Al Jazeera, Mohammed Salama; a fotojornalista freelancer do Independent Arabia e da Associated Press, Mariam Abu Dagga; e os jornalistas freelancers Ahmed Abu Aziz e Moaz Abu Taha, segundo informou a CPJ.

Em nota, a FDI destacou que não alveja civis intencionalmente. O porta-voz do Exército acusou o Hamas de usar o Hospital Nasser para suas operações, o que é negado pela organização palestina, e disse que uma investigação foi aberta para apurar o ocorrido.

“O Chefe do Estado-Maior Geral instruiu que um inquérito seja conduzido imediatamente — para entender as circunstâncias do que aconteceu e como ocorreu. Reportar de uma zona de guerra ativa traz imenso risco. Como sempre, apresentaremos nossas descobertas com a maior transparência possível”, disse o porta-voz da FDI Effie Defrin.

A organização Monitor Euro-Mediterrâneo de Direitos Humanos, com sede em Genebra, na Suíça, sugere que os ataques de “tiro duplo”, como esse ao hospital de Khan Yunes, é praticado para atingir paramédicos, defesa civil e jornalistas.

“Essa prática transforma locais de resgate e a cobertura da mídia em armadilhas mortais, refletindo claramente a intenção premeditada de paralisar os esforços de socorro, silenciar testemunhas, destruir provas e privar civis de proteção”, destacou a organização

Anas al-Sharif

Em outros casos, Israel acusa jornalistas de trabalharem para o Hamas, justificando os assassinatos de profissionais ligados a grandes veículos de comunicação. Em outubro de 2024, seis profissionais da rede Al Jazeera, do Catar, foram acusados de serem do Hamas e da Jihad Islâmica.

No dia 10 de agosto, o correspondente dessa TV árabe Anas al-Sharif foi assassinado em uma tenda com outros colegas em frente ao Hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza.

Em mensagem escrita em abril para quando fosse morto, al-Sharif disse que “viveu a dor em os seus detalhes”. 

“Apesar disso, nunca hesitei em transmitir a verdade como ela é, sem distorção ou deturpação, esperando que Deus testemunhasse aqueles que permaneceram em silêncio, aqueles que aceitaram nossa matança e aqueles que sufocaram nossas próprias respirações”, disse ele na mensagem divulgada após a morte.

Em comunicado, o Exército israelense disse que o profissional “era chefe de uma célula terrorista na organização Hamas e responsável por lançar ataques com foguetes”.

A Al Jazeera repudiou a acusação e destacou que Israel tenta impedir a divulgação dos acontecimentos do conflito. “Anas e seus colegas estavam entre as últimas vozes remanescentes de Gaza, oferecendo ao mundo cobertura in loco e sem filtros das realidades devastadoras sofridas por seu povo”, disse a emissora em comunicado institucional.

A organização Monitor Euro-Mediterrâneo de Direitos Humanos questionou a justificativa de que o profissional integrava o Hamas, uma vez que todos conheciam seu trabalho na imprensa.

“Atacar jornalistas nessas circunstâncias, com pleno conhecimento de seu papel e identificação clara, reflete um esforço sistemático para remover todos os meios de expor crimes, abrindo caminho para massacres mais amplos, isolados do escrutínio global”, disse a organização

Fome

Outro desafio vivido pelos jornalistas que tentam cobrir a guerra em Gaza é a dificuldade para acessar alimentos, devido ao bloqueio israelense do território e a distribuição de comida limitada por organizações controladas pelos Estados Unidos e por Israel.

Em julho deste ano, algumas das maiores agências de notícias do mundo, como a France-Presse (AFP), a Associated Press, a BBC News e a Reuters, disseram estar “desesperadamente preocupadas” com os jornalistas em Gaza após alertas de fome generalizada.

“[Nossos jornalistas] estão cada vez mais incapazes de alimentar a si mesmo e suas famílias”, disseram os meios de comunicação em rara declaração conjunta.

A Sociedade de Jornalistas da AFP destacou que, desde que a agência foi fundada, em 1994, perdeu jornalistas em conflitos. “Alguns ficaram feridos, outros foram feitos prisioneiros. Mas nenhum de nós se lembra de ter visto colegas morrerem de fome”.

O governo de Israel tem, repetidamente, negado que haja fome na Faixa de Gaza e alega que a Fundação Humanitária tem distribuído alimentos à população. A informação de Tel Aviv contraria diversas evidências que mostram o contrário, como as imagens de homens, mulheres e crianças famélicas e os relatos e relatórios de organizações que ainda atuam no enclave palestino, incluindo representantes das Nações Unidas.

 

Fonte: Agência Brasil

Complexo Hospitalar Sul executa obras de ambulatório para pacientes egressos

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Serviço implantado pela SES-AM visa reduzir as reinternações

FOTO: Guilherme Fragas / CHS

O Governo do Amazonas executa a construção de um Ambulatório do Egresso, no Complexo Hospitalar Sul (CHS). A unidade é destinada ao atendimento de pacientes do Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto e do Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), que já tiveram alta, mas que necessitam de cuidados na pós-internação. As obras começaram no dia 21 de agosto, com previsão de entrega em 90 dias.

A obra faz parte do plano de modernização do CHS, lançado pelo governador Wilson Lima, no valor de R$ 80 milhões, e que já resultou na entrega de um novo pronto atendimento com fast track nas duas unidades, um serviço de ressonância magnética 24 horas, além da reforma e reestruturação completa da unidade de internação do quinto andar, revitalização das fachadas e dos estacionamentos. No momento, as obras estão concentradas na unidade de internação do quarto andar e no Ambulatório do Egresso.

De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, o novo Ambulatório do Egresso é uma inovação para as duas unidades, um serviço inédito, que vai permitir a separação do fluxo de pacientes com necessidades de atendimento hospitalar dos que precisam de acompanhamento pós-alta. “Temos uma demanda alta de pacientes que precisam retornar para uma consulta, um acompanhamento médico depois da alta. Para melhorar nossos fluxos, precisamos separá-los dos pacientes do hospital e do pronto-socorro”, afirmou.

FOTO: Guilherme Fragas / CHS

O Ambulatório do Egresso vai funcionar como um hospital-dia, contando com consultórios médicos multiprofissionais, sala de exames de Raio-X, de pequenos procedimentos, boxes de aplicação de medicamentos, posto de enfermagem, prescrição médica, sala de espera para 80 pessoas e banheiros.

O diretor Regional do CHS, Wermerson Rodrigues, ressalta que o ambulatório também reduz as reinternações, já que pacientes com condições crônicas ou em recuperação pós-cirúrgica recebem o acompanhamento, evitando complicações e a necessidade de retorno ao hospital.

“A implementação de um Ambulatório de Egresso traz vantagens significativas. Ele reduz as reinternações ao permitir ajustes terapêuticos precoces e acompanhamento contínuo, evitando complicações. Também melhora a continuidade do cuidado e reduz a sobrecarga sobre o pronto-atendimento”, reforça.

Outro benefício é a redução da demanda no pronto-socorro, já que os egressos têm um local exclusivo para receber acompanhamento. Apenas no HPS 28 de Agosto, são cerca de 60 egressos por dia que buscam a unidade para consultas de acompanhamento, retiradas de pontos, dispositivos, administração de antibióticos, entre outros.

Para os pacientes, o ambulatório de egressos aumenta a satisfação e a segurança, pois oferece um espaço onde podem tirar dúvidas e receber orientações pós-hospitalização. Além disso, integra melhor os serviços de saúde, facilitando encaminhamentos para fisioterapia, nutrição, saúde mental e outros cuidados complementares. Do ponto de vista econômico, o serviço reduz custos para o sistema de saúde, evitando gastos com internações repetidas e promovendo um cuidado mais eficiente.

O novo ambulatório vai funcionar no prédio anexo ao complexo, onde estavam o Serviço de Arquivamento Médico e Estatístico (Same) e o Faturamento. De acordo com o gerente de Infraestrutura do CHS, Renatho Nobre, uma grande obra de reestruturação e modernização do prédio anexo será realizada. “Nós vamos trocar o piso, revestimento, louças cerâmicas, portas, janelas, forro, elétrico, climatização. Será um ambiente totalmente revitalizado e tudo deve ficar pronto em 90 dias”, afirmou.

Nova etapa de obras

O CHS iniciou na primeira quinzena de agosto, as obras na Unidade de Internação do quarto andar do HPS 28 de Agosto. O layout será o mesmo da recém-inaugurada Unidade de Internação do quinto andar, que definiu um novo padrão de atendimento no hospital. O local passou por ampla reestruturação e, agora, possui 83 leitos em 12 enfermarias e três salas de isolamento, com infraestrutura de ponta para a humanização do atendimento.

Fonte: Agência Amazonas de Notícias

Acre recebe reforço para enfrentar seca nos rios após reconhecimento de crise hídrica pela ANA

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Reforçando ainda mais as ações e desburocratizando procedimentos no âmbito estadual, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) publicou, no Diário Oficial da União da última segunda-feira, 25, a Resolução nº 264/2025. O documento reconhece que os rios Juruá, Purus, Acre, Iaco e seus afluentes enfrentam uma grave escassez hídrica, com níveis de água muito abaixo do normal. A medida tem validade até 31 de outubro.

Resolução da ANA reconhece crise hídrica em rios do Acre e reforça ações. Foto: Tácita Muniz/Secom

A declaração foi aprovada durante a 940ª Reunião Deliberativa Ordinária da Diretoria Colegiada da ANA, realizada em 21 de agosto, e reforça medidas já previstas no Decreto Estadual nº 11.733, publicado pelo governador Gladson Camelí em 6 de agosto, que declarou situação de emergência em todo o estado do Acre, em razão da estiagem prolongada e do aumento das temperaturas.

A iniciativa evidencia a atuação do poder público, por meio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC), que tem se mobilizado para preservar o bem-estar da população e garantir a continuidade das atividades socioeconômicas.

Entre as ações, destacam-se a articulação com autoridades federais, estaduais e municipais para minimizar riscos; a mobilização de recursos humanos e materiais; a coordenação de atividades de socorro às comunidades isoladas; e o apoio logístico aos municípios afetados.

Com o reconhecimento oficial da escassez hídrica, a ANA poderá estabelecer e fiscalizar regras excepcionais para o uso da água nos corpos hídricos abrangidos pela resolução. A medida também orienta os diversos setores usuários quanto à necessidade de ativar seus planos de contingência e adotar ações especiais durante o período crítico.

Além disso, o reconhecimento facilita a tramitação de processos de declaração de situação de calamidade ou emergência por seca, tanto por municípios quanto por estados, visando ao apoio do Poder Executivo Federal. Essa articulação será feita por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Com o reconhecimento oficial da escassez hídrica, a ANA poderá estabelecer e fiscalizar regras excepcionais para o uso da água. Foto: Pedro Devani/Secom

“A ANA irá acompanhar a situação hidrometeorológica da bacia visando identificar impactos sobre os usos da água e propor eventuais medidas de prevenção e mitigação por meio das reuniões de avaliação das Condições Hidrometeorológicas da Região Norte, com a participação dos órgãos gestores dos recursos hídricos dos estados abrangidos”, enfatiza o documento.

A Defesa Civil estadual já vem adotando medidas concretas, como a formação de brigadas comunitárias em unidades de conservação, a Operação Contenção Verde, voltada à prevenção de desmatamento e queimadas ilegais, além da elaboração de planos de contingência e outras ações preventivas.

“O Gabinete de Crise conta com mais de 26 instituições que se reúnem periodicamente para discutir estratégias operacionais. Com base nos indicadores dos anos de 2023 e 2024, estamos nos organizando para mitigar os efeitos da seca em áreas críticas como saúde pública, combate a incêndios florestais e abastecimento de água, com foco especial no saneamento básico”, afirmou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista.

Ele destacou ainda que o Gabinete de Crise realiza reuniões frequentes com o objetivo de traçar estratégias de enfrentamento, utilizando a experiência acumulada nos eventos críticos dos últimos dois anos. “O governo do Estado do Acre está totalmente empenhado em mitigar seus impactos sobre a população, o meio ambiente e a economia local. Desde o início dessa crise hídrica, temos mobilizado nossas equipes técnicas, reforçado ações emergenciais e ampliado o apoio às comunidades mais afetadas”, reforçou o governador Gladson Camelí, ao se referir às ações e decisões já tomadas.

Rios são monitorados pelas equipes de comando e controle estadual, que atuam junto com entes federais. Foto: Tácita Muniz/Secom

O chefe de Estado frisou, ainda, que o alinhamento entre entidades estaduais e federais é fundamental para que a população sofra menos consequências diante dos eventos extremos que o estado tem enfrentado:

“Mantemos um diálogo constante e direto com o governo federal, por meio da Agência Nacional de Águas e outros órgãos, buscando soluções conjuntas e recursos que nos permitam agir com rapidez e eficiência. A união entre os entes federativos é essencial para que os efeitos dessa estiagem sejam os menores possíveis. O povo acreano pode ter certeza de que estamos trabalhando incansavelmente para proteger vidas, garantir o abastecimento e preservar nossos rios”.

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Fonte: Agência de Notícias do Acre