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Wilder Morais é investigado pela PF por desvio de dinheiro público

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O senador goiano Wilder Morais (PL) está sendo investigado pela Polícia Federal por supostamente ter desviado dinheiro público de emendas parlamentares!!! Reportagem de O Popular, publicada nesta quarta-feira (27), mostra que a absurda quantia de R$ 1 milhão em emendas indicadas por ele estão sob apuração devido à ausência de planos de trabalho que comprovem a execução dos valores.

A investigação foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, em decisão de domingo (24). O magistrado ordenou que o Tribunal de Contas da União (TCU) levante, em até 10 dias úteis, todas as emendas parlamentares sem plano de trabalho e encaminhe as informações às superintendências da Polícia Federal. A partir daí, cada caso poderá resultar na abertura de inquérito policial para apurar o destino do dinheiro.

No caso específico de Wilder Morais, a Polícia Federal apura se houve desvio ou uso irregular dos R$ 1 milhão indicados pelo senador por Goiás. As emendas impositivas fazem parte do Orçamento da União e são prerrogativa de deputados federais e senadores, que direcionam recursos a municípios e estados de suas bases eleitorais.

De acordo com o levantamento inicial, 964 emendas em todo o país estão nessa situação, somando R$ 649 milhões. O modelo em questão foi criado em 2019, com a justificativa de dar mais agilidade à aplicação das verbas. A modalidade permite repasses diretos a estados e municípios sem a necessidade de convênios ou de projetos específicos, como ocorria antes.

Embora apresentada como forma de acelerar a execução de políticas públicas, a prática passou a ser alvo de críticas pela fragilidade nos mecanismos de transparência. Para especialistas em contas públicas, a ausência de um plano de trabalho detalhado abre brechas para irregularidades, desperdício e, sobretudo, uso político-eleitoral do dinheiro.

O risco é ainda maior em ano pré-eleitoral. Recursos liberados sem controle podem se transformar em verdadeiro “ralo de dinheiro público”, financiando obras mal planejadas ou até mesmo nunca realizadas. Na pior das hipóteses, verbas podem ser desviadas e utilizadas como moeda de troca para garantir apoio político em campanhas, comprometendo a lisura do processo democrático.

Entenda o que é e como vai funcionar a nova tecnologia da TV 3.0

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (27) o decreto de implementação da TV 3.0, considerada a nova geração da tecnologia de televisão aberta e gratuita brasileira. A expectativa do governo é de que a TV 3.0 entre no ar em junho de 2026, a tempo da próxima Copa do Mundo. Entenda como ele vai funcionar na prática

O que muda com o novo sistema? 

O modelo é uma evolução da atual TV digital, que teve início em 2007. Considerada a “televisão do futuro”, a TV 3.0 vai integrar os serviços de internet (broadband) à habitual transmissão de sons e imagens (broadcast), possibilitando o uso de aplicativos que permitirão aos telespectadores interagir com parte da programação. 

Uma das principais inovações da TV 3.0 é justamente sua interface baseada em aplicativos, em que as emissoras terão condições técnicas de passar a oferecer, além do sinal aberto já transmitido em tempo real, conteúdos adicionais sob demanda, como séries, jogos, programas e outras possibilidades. 

Além de mais qualidade de som e imagem, o novo sistema amplia as possibilidades de interação e personalização. Graças à integração com a internet, o telespectador poderá interagir com a programação – votando em tempo real em um reality show pela própria tela da TV, por exemplo.

O sistema permitirá fazer compras diretamente de seu televisor, abrindo novas possibilidades de geração de receitas às emissoras. Também será possível acessar e consultar serviços públicos por meio de aplicativos disponíveis no aparelho, como o Gov.BR

O sistema permitirá, ainda, a informação em tempo real de alertas de emergência sobre desastres, de forma altamente personalizada, a partir da recepção de sinal pela antena, sem a necessidade da conexão à internet.  

O telespectador poderá, por exemplo, escolher uma câmera específica para assistir a um jogo de futebol – e ainda optar por ouvir o narrador ou apenas o som ambiente do estádio.


Brasília (DF), 27/08/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a TV 3.0 no no Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 27/08/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a TV 3.0 no no Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a TV 3.0 no no Palácio do Planalto Foto: José Cruz/Agência Brasil

A TV 3.0 será gratuita? 

Sim. Trata-se de uma tecnologia para serviço de radiodifusão, que continua livre, aberta e gratuita. 

Como vou acessar?

Os novos aparelhos da TV 3.0 deverão vir de fábrica com a primeira tela apresentando um catálogo de canais de televisão abertos – o que não vem ocorrendo na interface atual das SmartTVs, que se conectam com a internet e dão prioridade aos aplicativos on demand.  

A troca de canais de forma numérica será substituída. Nos novos modelos, os canais serão acessados por aplicativos das emissoras, semelhante aos botões para acesso às plataformas de streaming.  

A  TV 3.0 precisa de internet para funcionar?

Não é necessário ter internet para ter acesso à TV 3.0. No entanto, as TVs conectadas vão propiciar mais opções de conteúdo, como a possibilidade de interatividade com os produtos que são distribuídos pela TV aberta. 

Será preciso trocar o meu aparelho de TV?

De acordo com o Ministério das Comunicações, caixas conversoras ou mesmo soundbars conversores poderão ser instalados junto aos televisores atuais, fazendo com que sejam convertidos para o novo padrão sem a necessidade de troca de aparelhos. 

Quando o novo modelo entra em vigor?

A migração será gradativa, com início nas grandes capitais. A expectativa do governo é que a estreia da TV 3.0 ocorra em junho do ano que vem, acompanhando a transmissão da Copa do Mundo de futebol. A transição total para o novo modelo, com cobertura em todo território, poderá ser concluída em até 15 anos.  

 Assista a uma simulação das funcionalidade da TV 3.0, realizada hoje na cerimônia de assinatura do decreto:

Fonte: Agência Brasil

Novo edital cria oportunidades para ambulantes em Sobradinho II

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A Administração Regional de Sobradinho II lançou o Edital de Chamamento Público nº 001/2025, oferecendo a pessoas interessadas a oportunidade de atuar como ambulantes na cidade. A medida visa regulamentar o comércio em espaços públicos, garantindo mais segurança, organização e oportunidades de emprego para quem depende do trabalho informal como fonte de renda.

Segundo a Administração, o credenciamento busca equilibrar o crescimento do comércio de rua com a necessidade de manter a cidade organizada, criando um ambiente seguro tanto para trabalhadores quanto para moradores. O edital especifica os critérios de participação, documentação exigida e locais permitidos para a atividade, reforçando a transparência do processo.

A iniciativa é considerada um passo estratégico para fortalecer a economia local e valorizar os profissionais do comércio ambulante, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento ordenado da região. Os interessados podem consultar o edital completo no site oficial da Administração Regional de Sobradinho II.

Tempo ao ar livre ajuda a prevenir casos de miopia

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A prática de atividades ao ar livre pode ajudar a prevenir o surgimento de casos de miopia ao longo dos primeiros anos de vida. O desafio, entretanto, é evitar que o hábito se perca com o avanço da urbanização e do uso precoce de telas na infância e com a consequente redução do tempo que crianças e adolescentes passam fora de casa.

As conclusões fazem parte da publicação CBO Miopia, de autoria do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), que traça um panorama da doença no país. O documento será lançado formalmente na próxima sexta-feira (29) durante o 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Curitiba (PR).

Números

A miopia atinge, atualmente, 7,6% de crianças e adolescentes brasileiros com idade entre 3 e 18 anos. Dados da publicação revelam, entretanto, contrastes classificados como marcantes – em comunidades quilombolas rurais, a prevalência da doença é 1,06%, enquanto, em áreas urbanas, chega a 20,4%.

Apesar das diferenças, o CBO destaca que a média brasileira se aproxima da registrada no restante da América Latina, estimada em 8,61%, e se mantém distante, por exemplo, da realidade asiática, onde estudos recentes apontam 87,7% de prevalência na China; 69% na Coreia do Sul; e 66% em Singapura.

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Fatores de risco

De acordo com o conselho, a miopia resulta de uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Crianças com pais míopes têm até cinco vezes mais chances de desenvolver a condição. Além disso, hábitos como leitura prolongada em ambientes fechados e pouco tempo ao ar livre podem estar associados ao avanço da doença.

Estudos recentes mostram, entretanto, que a exposição solar exerce efeito protetor contra a doença: 40 minutos diários de atividades externas reduzem significativamente o risco de miopia.

Covid-19

Um exemplo do impacto do confinamento, segundo o CBO, foi observado durante a pandemia de covid-19, quando o tempo de exposição ao sol e de atividades externas diminuiu de forma brusca. Durante o período, Hong Kong, por exemplo, registrou um salto da prevalência de miopia na população de 44% para 55% em um ano.

“Entre crianças e adolescentes, as consequências da miopia são ainda mais preocupantes. A ausência de diagnóstico ou tratamento pode comprometer o desempenho escolar e o desenvolvimento intelectual”, alerta o CBO.

Custos

Outro desafio abordado pela publicação é o envelhecimento da população míope, que tende a elevar os custos para o sistema de saúde. Isso porque altos graus da doença aumentam as chances de desdobramentos classificados pelo CBO como complexos e onerosos.

“Por isso, especialistas defendem políticas públicas que incluam triagem visual em escolas, campanhas educativas sobre atividades externas desde a infância e orientações claras às famílias sobre a importância das consultas oftalmológicas regulares”, destacou o conselho.

*A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO)

Fonte: Agência Brasil

Israel matou mais jornalistas que qualquer guerra da história mundial

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A Força de Defesa de Israel (FDI) assassinou, em menos de dois anos, mais jornalistas e profissionais de mídia do que qualquer guerra da história mundial. O Sindicato de Jornalistas Palestinos estima que 246 profissionais foram assassinados desde o dia 7 de outubro de 2023. 

Esse número representa mais mortes que a soma de outros sete importantes conflitos: as 1ª e 2ª guerras mundiais, a Guerra Civil Americana, a da Síria, do Vietnã (incluindo os conflitos no Camboja e no Laos), além das guerras na Iugoslávia e na Ucrânia.

Os dados dos jornalistas mortos nos demais conflitos são do Memorial Freedom Forum que reúne os nomes dos profissionais assassinados em conflitos armados ao longo da história, com exceção do conflito da Ucrânia, que foi calculado pelo Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ).  


Arte Jornalistas mortos em guerras
Arte Jornalistas mortos em guerras

Imagem: Arte EBC

Uma pesquisa da Universidade de Brown, nos Estados Unidos (EUA), concluiu que a guerra em Gaza “é, simplesmente, o pior conflito de todos os tempos para repórteres”. 

Para entidades de classe que representam os jornalistas ao redor do mundo, Israel promove ataques deliberados para impedir a cobertura da guerra na Faixa de Gaza, o que o governo de Benajmin Netanyahu nega.

“Israel está se engajando no esforço mais mortal e deliberado para matar e silenciar jornalistas, já documentado pelo CPJ. Jornalistas palestinos estão sendo ameaçados, diretamente alvejados e assassinados pelas forças israelenses, além de serem arbitrariamente detidos e torturados em retaliação ao seu trabalho”, diz o CPJ.

Israel ainda proíbe a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza sem escolta e controle dos militares do país, o que dificulta ainda mais o acesso à informação, pela população global, sobre o que acontece no território palestino ocupado.

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Imprensa palestina

Apenas no segundo mês da guerra, ainda em 2023, 37 jornalistas foram assassinados na Faixa de Gaza. “O Exército israelense matou mais jornalistas em dez semanas do que qualquer outro Exército em um único ano”, disse Sherif Mansour, coordenador do CPJ.

O Sindicato dos Jornalistas Palestinos informou ainda que 520 jornalistas foram feridos por balas ou mísseis israelenses e 800 familiares de profissionais de mídia foram mortos. Outros 206 jornalistas palestinos foram presos por Israel desde outubro de 2023, sendo que 55 continuam nas prisões – 23 em prisão administrativa, modalidade de detenção que pode ser realizada sem acusação formal.

“Ataques aéreos e ataques com tanques destruíram 115 veículos de comunicação na Faixa de Gaza, abrangendo todos os tipos de veículos. Na Cisjordânia e em Jerusalém, fecharam cinco veículos de comunicação e destruíram ou fecharam 12 gráficas”, acrescentou o sindicato local de jornalistas.

Israel nega que ataque deliberadamente civis no conflito, o que inclui os jornalistas, além de justificar alguns assassinatos ao vincular os jornalistas com a organização Hamas, acusações questionadas por entidades profissionais e de direitos humanos.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil em fevereiro de 2024, o então chefe local da Al Jazerra em Gaza, Wael Al-Dahdouh, que perdeu a esposa, três filhos e um neto em bombardeios israelenses, descreveu o trabalho jornalístico na região como o mais mortal para a profissão de que se tem registro na história humana. 


A demonstrator holds a poster featuring Reuters journalist Hussam al-Masri, Mohammed Salama, who worked for Qatar-based broadcaster Al Jazeera, Moaz Abu Taha, a freelance journalist who worked with several news organizations and occasionally contributed to Reuters, Mariam Abu Dagga, who freelanced for the Associated Press and other outlets, and Ahmed Abu Aziz, who were all killed in Israeli strikes on Nasser hospital in the southern Gaza Strip, during a protest in solidarity with journalists in Gaza, in Sidon, Lebanon, August 27, 2025. REUTERS/Aziz Taher
A demonstrator holds a poster featuring Reuters journalist Hussam al-Masri, Mohammed Salama, who worked for Qatar-based broadcaster Al Jazeera, Moaz Abu Taha, a freelance journalist who worked with several news organizations and occasionally contributed to Reuters, Mariam Abu Dagga, who freelanced for the Associated Press and other outlets, and Ahmed Abu Aziz, who were all killed in Israeli strikes on Nasser hospital in the southern Gaza Strip, during a protest in solidarity with journalists in Gaza, in Sidon, Lebanon, August 27, 2025. REUTERS/Aziz Taher

O Sindicato de Jornalistas Palestinos estima que 246 jornalistas foram assassinados desde o dia 7 de outubro de 2023. Foto: Reuters/Aziz Taher/Proibida reprodução

Ataque ao Hospital Nasser

Em episódio recorrente da guerra em Gaza, o vídeo do segundo bombardeio, no mesmo dia, ao Hospital Nasser chocou o mundo na última segunda-feira (25). Dessa vez, Israel bombardeou o hospital na cidade de Khan Yunes enquanto jornalistas registravam o resultado de um ataque feito minutos antes. 

O ataque matou também a equipe de socorristas, chegando a 20 pessoas mortas, incluindo cinco jornalistas, sendo eles: um contratado da Reuters, Hussam Al-Masri; o operador de câmera da Al Jazeera, Mohammed Salama; a fotojornalista freelancer do Independent Arabia e da Associated Press, Mariam Abu Dagga; e os jornalistas freelancers Ahmed Abu Aziz e Moaz Abu Taha, segundo informou a CPJ.

Em nota, a FDI destacou que não alveja civis intencionalmente. O porta-voz do Exército acusou o Hamas de usar o Hospital Nasser para suas operações, o que é negado pela organização palestina, e disse que uma investigação foi aberta para apurar o ocorrido.

“O Chefe do Estado-Maior Geral instruiu que um inquérito seja conduzido imediatamente — para entender as circunstâncias do que aconteceu e como ocorreu. Reportar de uma zona de guerra ativa traz imenso risco. Como sempre, apresentaremos nossas descobertas com a maior transparência possível”, disse o porta-voz da FDI Effie Defrin.

A organização Monitor Euro-Mediterrâneo de Direitos Humanos, com sede em Genebra, na Suíça, sugere que os ataques de “tiro duplo”, como esse ao hospital de Khan Yunes, é praticado para atingir paramédicos, defesa civil e jornalistas.

“Essa prática transforma locais de resgate e a cobertura da mídia em armadilhas mortais, refletindo claramente a intenção premeditada de paralisar os esforços de socorro, silenciar testemunhas, destruir provas e privar civis de proteção”, destacou a organização

Anas al-Sharif

Em outros casos, Israel acusa jornalistas de trabalharem para o Hamas, justificando os assassinatos de profissionais ligados a grandes veículos de comunicação. Em outubro de 2024, seis profissionais da rede Al Jazeera, do Catar, foram acusados de serem do Hamas e da Jihad Islâmica.

No dia 10 de agosto, o correspondente dessa TV árabe Anas al-Sharif foi assassinado em uma tenda com outros colegas em frente ao Hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza.

Em mensagem escrita em abril para quando fosse morto, al-Sharif disse que “viveu a dor em os seus detalhes”. 

“Apesar disso, nunca hesitei em transmitir a verdade como ela é, sem distorção ou deturpação, esperando que Deus testemunhasse aqueles que permaneceram em silêncio, aqueles que aceitaram nossa matança e aqueles que sufocaram nossas próprias respirações”, disse ele na mensagem divulgada após a morte.

Em comunicado, o Exército israelense disse que o profissional “era chefe de uma célula terrorista na organização Hamas e responsável por lançar ataques com foguetes”.

A Al Jazeera repudiou a acusação e destacou que Israel tenta impedir a divulgação dos acontecimentos do conflito. “Anas e seus colegas estavam entre as últimas vozes remanescentes de Gaza, oferecendo ao mundo cobertura in loco e sem filtros das realidades devastadoras sofridas por seu povo”, disse a emissora em comunicado institucional.

A organização Monitor Euro-Mediterrâneo de Direitos Humanos questionou a justificativa de que o profissional integrava o Hamas, uma vez que todos conheciam seu trabalho na imprensa.

“Atacar jornalistas nessas circunstâncias, com pleno conhecimento de seu papel e identificação clara, reflete um esforço sistemático para remover todos os meios de expor crimes, abrindo caminho para massacres mais amplos, isolados do escrutínio global”, disse a organização

Fome

Outro desafio vivido pelos jornalistas que tentam cobrir a guerra em Gaza é a dificuldade para acessar alimentos, devido ao bloqueio israelense do território e a distribuição de comida limitada por organizações controladas pelos Estados Unidos e por Israel.

Em julho deste ano, algumas das maiores agências de notícias do mundo, como a France-Presse (AFP), a Associated Press, a BBC News e a Reuters, disseram estar “desesperadamente preocupadas” com os jornalistas em Gaza após alertas de fome generalizada.

“[Nossos jornalistas] estão cada vez mais incapazes de alimentar a si mesmo e suas famílias”, disseram os meios de comunicação em rara declaração conjunta.

A Sociedade de Jornalistas da AFP destacou que, desde que a agência foi fundada, em 1994, perdeu jornalistas em conflitos. “Alguns ficaram feridos, outros foram feitos prisioneiros. Mas nenhum de nós se lembra de ter visto colegas morrerem de fome”.

O governo de Israel tem, repetidamente, negado que haja fome na Faixa de Gaza e alega que a Fundação Humanitária tem distribuído alimentos à população. A informação de Tel Aviv contraria diversas evidências que mostram o contrário, como as imagens de homens, mulheres e crianças famélicas e os relatos e relatórios de organizações que ainda atuam no enclave palestino, incluindo representantes das Nações Unidas.

 

Fonte: Agência Brasil

Complexo Hospitalar Sul executa obras de ambulatório para pacientes egressos

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Serviço implantado pela SES-AM visa reduzir as reinternações

FOTO: Guilherme Fragas / CHS

O Governo do Amazonas executa a construção de um Ambulatório do Egresso, no Complexo Hospitalar Sul (CHS). A unidade é destinada ao atendimento de pacientes do Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto e do Instituto da Mulher Dona Lindu (IMDL), que já tiveram alta, mas que necessitam de cuidados na pós-internação. As obras começaram no dia 21 de agosto, com previsão de entrega em 90 dias.

A obra faz parte do plano de modernização do CHS, lançado pelo governador Wilson Lima, no valor de R$ 80 milhões, e que já resultou na entrega de um novo pronto atendimento com fast track nas duas unidades, um serviço de ressonância magnética 24 horas, além da reforma e reestruturação completa da unidade de internação do quinto andar, revitalização das fachadas e dos estacionamentos. No momento, as obras estão concentradas na unidade de internação do quarto andar e no Ambulatório do Egresso.

De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, o novo Ambulatório do Egresso é uma inovação para as duas unidades, um serviço inédito, que vai permitir a separação do fluxo de pacientes com necessidades de atendimento hospitalar dos que precisam de acompanhamento pós-alta. “Temos uma demanda alta de pacientes que precisam retornar para uma consulta, um acompanhamento médico depois da alta. Para melhorar nossos fluxos, precisamos separá-los dos pacientes do hospital e do pronto-socorro”, afirmou.

FOTO: Guilherme Fragas / CHS

O Ambulatório do Egresso vai funcionar como um hospital-dia, contando com consultórios médicos multiprofissionais, sala de exames de Raio-X, de pequenos procedimentos, boxes de aplicação de medicamentos, posto de enfermagem, prescrição médica, sala de espera para 80 pessoas e banheiros.

O diretor Regional do CHS, Wermerson Rodrigues, ressalta que o ambulatório também reduz as reinternações, já que pacientes com condições crônicas ou em recuperação pós-cirúrgica recebem o acompanhamento, evitando complicações e a necessidade de retorno ao hospital.

“A implementação de um Ambulatório de Egresso traz vantagens significativas. Ele reduz as reinternações ao permitir ajustes terapêuticos precoces e acompanhamento contínuo, evitando complicações. Também melhora a continuidade do cuidado e reduz a sobrecarga sobre o pronto-atendimento”, reforça.

Outro benefício é a redução da demanda no pronto-socorro, já que os egressos têm um local exclusivo para receber acompanhamento. Apenas no HPS 28 de Agosto, são cerca de 60 egressos por dia que buscam a unidade para consultas de acompanhamento, retiradas de pontos, dispositivos, administração de antibióticos, entre outros.

Para os pacientes, o ambulatório de egressos aumenta a satisfação e a segurança, pois oferece um espaço onde podem tirar dúvidas e receber orientações pós-hospitalização. Além disso, integra melhor os serviços de saúde, facilitando encaminhamentos para fisioterapia, nutrição, saúde mental e outros cuidados complementares. Do ponto de vista econômico, o serviço reduz custos para o sistema de saúde, evitando gastos com internações repetidas e promovendo um cuidado mais eficiente.

O novo ambulatório vai funcionar no prédio anexo ao complexo, onde estavam o Serviço de Arquivamento Médico e Estatístico (Same) e o Faturamento. De acordo com o gerente de Infraestrutura do CHS, Renatho Nobre, uma grande obra de reestruturação e modernização do prédio anexo será realizada. “Nós vamos trocar o piso, revestimento, louças cerâmicas, portas, janelas, forro, elétrico, climatização. Será um ambiente totalmente revitalizado e tudo deve ficar pronto em 90 dias”, afirmou.

Nova etapa de obras

O CHS iniciou na primeira quinzena de agosto, as obras na Unidade de Internação do quarto andar do HPS 28 de Agosto. O layout será o mesmo da recém-inaugurada Unidade de Internação do quinto andar, que definiu um novo padrão de atendimento no hospital. O local passou por ampla reestruturação e, agora, possui 83 leitos em 12 enfermarias e três salas de isolamento, com infraestrutura de ponta para a humanização do atendimento.

Fonte: Agência Amazonas de Notícias

Acre recebe reforço para enfrentar seca nos rios após reconhecimento de crise hídrica pela ANA

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Reforçando ainda mais as ações e desburocratizando procedimentos no âmbito estadual, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) publicou, no Diário Oficial da União da última segunda-feira, 25, a Resolução nº 264/2025. O documento reconhece que os rios Juruá, Purus, Acre, Iaco e seus afluentes enfrentam uma grave escassez hídrica, com níveis de água muito abaixo do normal. A medida tem validade até 31 de outubro.

Resolução da ANA reconhece crise hídrica em rios do Acre e reforça ações. Foto: Tácita Muniz/Secom

A declaração foi aprovada durante a 940ª Reunião Deliberativa Ordinária da Diretoria Colegiada da ANA, realizada em 21 de agosto, e reforça medidas já previstas no Decreto Estadual nº 11.733, publicado pelo governador Gladson Camelí em 6 de agosto, que declarou situação de emergência em todo o estado do Acre, em razão da estiagem prolongada e do aumento das temperaturas.

A iniciativa evidencia a atuação do poder público, por meio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC), que tem se mobilizado para preservar o bem-estar da população e garantir a continuidade das atividades socioeconômicas.

Entre as ações, destacam-se a articulação com autoridades federais, estaduais e municipais para minimizar riscos; a mobilização de recursos humanos e materiais; a coordenação de atividades de socorro às comunidades isoladas; e o apoio logístico aos municípios afetados.

Com o reconhecimento oficial da escassez hídrica, a ANA poderá estabelecer e fiscalizar regras excepcionais para o uso da água nos corpos hídricos abrangidos pela resolução. A medida também orienta os diversos setores usuários quanto à necessidade de ativar seus planos de contingência e adotar ações especiais durante o período crítico.

Além disso, o reconhecimento facilita a tramitação de processos de declaração de situação de calamidade ou emergência por seca, tanto por municípios quanto por estados, visando ao apoio do Poder Executivo Federal. Essa articulação será feita por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

Com o reconhecimento oficial da escassez hídrica, a ANA poderá estabelecer e fiscalizar regras excepcionais para o uso da água. Foto: Pedro Devani/Secom

“A ANA irá acompanhar a situação hidrometeorológica da bacia visando identificar impactos sobre os usos da água e propor eventuais medidas de prevenção e mitigação por meio das reuniões de avaliação das Condições Hidrometeorológicas da Região Norte, com a participação dos órgãos gestores dos recursos hídricos dos estados abrangidos”, enfatiza o documento.

A Defesa Civil estadual já vem adotando medidas concretas, como a formação de brigadas comunitárias em unidades de conservação, a Operação Contenção Verde, voltada à prevenção de desmatamento e queimadas ilegais, além da elaboração de planos de contingência e outras ações preventivas.

“O Gabinete de Crise conta com mais de 26 instituições que se reúnem periodicamente para discutir estratégias operacionais. Com base nos indicadores dos anos de 2023 e 2024, estamos nos organizando para mitigar os efeitos da seca em áreas críticas como saúde pública, combate a incêndios florestais e abastecimento de água, com foco especial no saneamento básico”, afirmou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Carlos Batista.

Ele destacou ainda que o Gabinete de Crise realiza reuniões frequentes com o objetivo de traçar estratégias de enfrentamento, utilizando a experiência acumulada nos eventos críticos dos últimos dois anos. “O governo do Estado do Acre está totalmente empenhado em mitigar seus impactos sobre a população, o meio ambiente e a economia local. Desde o início dessa crise hídrica, temos mobilizado nossas equipes técnicas, reforçado ações emergenciais e ampliado o apoio às comunidades mais afetadas”, reforçou o governador Gladson Camelí, ao se referir às ações e decisões já tomadas.

Rios são monitorados pelas equipes de comando e controle estadual, que atuam junto com entes federais. Foto: Tácita Muniz/Secom

O chefe de Estado frisou, ainda, que o alinhamento entre entidades estaduais e federais é fundamental para que a população sofra menos consequências diante dos eventos extremos que o estado tem enfrentado:

“Mantemos um diálogo constante e direto com o governo federal, por meio da Agência Nacional de Águas e outros órgãos, buscando soluções conjuntas e recursos que nos permitam agir com rapidez e eficiência. A união entre os entes federativos é essencial para que os efeitos dessa estiagem sejam os menores possíveis. O povo acreano pode ter certeza de que estamos trabalhando incansavelmente para proteger vidas, garantir o abastecimento e preservar nossos rios”.

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Fonte: Agência de Notícias do Acre

PF deflagra 2ª fase de operação contra fraudes em precatórios no DF

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), uma nova operação para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema fraudulento montado para aplicar golpes na Caixa Econômica Federal, por meio da cobrança irregular de precatórios.

Durante esta segunda fase da chamada Operação Predatórios, os agentes federais cumpriram dois mandados judiciais de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão em endereços do Distrito Federal e de São Paulo ligados aos investigados. Além disso, a pedido da PF, a Justiça determinou o bloqueio judicial de R$ 57 milhões dos suspeitos.

Segundo a PF, a atuação da suposta “organização criminosa” passou a ser investigada em 2024, quando servidores da área de segurança da própria Caixa suspeitaram de dois homens que tentavam resgatar (sacar) R$ 57 milhões referentes a um precatório, em uma agência bancária que funciona na Esplanada dos Ministérios.

Os dois homens – um deles, um advogado – foram presos em flagrante. Seus depoimentos levaram os investigadores a identificar outros supostos integrantes do que a PF classificou como uma “organização criminosa” que apresentava documentos falsos, incluindo procurações públicas lavradas em cartório, para sacar o dinheiro destinado ao resgate de precatórios judiciais.

Com base nas primeiras provas reunidas, a PF deflagrou, em 26 de junho de 2024, a primeira fase da Operação Predatórios, durante a qual foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

Devido às restrições legais, a PF não divulga os nomes dos investigados, que responderão pelos crimes de estelionato qualificado contra a Caixa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa e, eventualmente, por outros crimes que possam ser identificados.

Consultada pela reportagem da Agência Brasil, a Caixa ainda não se manifestou sobre o assunto.

 

Fonte: Agência Brasil

Pacientes oncológicos ganham força e apoio em grupo semanal

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Toda terça-feira, um grupo de homens se reúne no Hospital Regional de Taguatinga para compartilhar experiências que vão muito além do tratamento médico. O Fortalecer, grupo voltado a pacientes com câncer, oferece acolhimento, informação e momentos de descontração para quem enfrenta a doença.

José Ferreira de Souza, 77 anos, participa das reuniões desde março. Ele destaca que o ambiente é fundamental para lidar com o impacto emocional do diagnóstico. “Aqui a gente conversa, ri e encontra coragem para continuar. Sair de casa e vir para esse grupo faz toda a diferença”, afirma.

As reuniões acontecem todas as terças-feiras, a partir das 8h, na área externa do setor de oncologia do HRT. A participação é aberta a todos os pacientes e acompanhantes interessados — basta comparecer.

O Fortalecer não é apenas um espaço de conversa. As atividades incluem orientação sobre cuidados de saúde, exercícios leves, práticas integrativas e momentos de lazer, como dinâmicas em grupo e rodas de conversa. Além disso, o grupo incentiva acompanhantes a participar, fortalecendo vínculos e promovendo um ambiente de suporte mútuo.

Para Leandro Menezes, residente de enfermagem, a iniciativa também busca desconstruir preconceitos sobre homens com câncer. “Muitos acreditam que eles não podem demonstrar fragilidade ou que precisam se isolar. Aqui mostramos que compartilhar experiências é uma forma de resistência e esperança”, explica.

Ary Bento da Cunha, de 75 anos, paciente paliativo, reforça o efeito positivo do grupo. “Eu gosto de vir para mostrar que a vida continua. O câncer não precisa ocupar todo o nosso pensamento. Só me lembro dele quando o celular apita para eu tomar o remédio”, diz.

O acolhimento se estende aos acompanhantes. Marisa Cordeiro, 65 anos, acompanha o marido, Vilmar de Melo, 72, diagnosticado com câncer de próstata. “Participar do grupo fez toda a diferença para nós. Ele começou a ver a vida de outra forma, e nós dois sentimos uma melhora na saúde mental. Os profissionais são atenciosos e comprometidos”, conta.

A psicologia do grupo, coordenada por José Antônio Carvalho, destaca que homens muitas vezes evitam buscar apoio por causa de estigmas sobre masculinidade. “Participar do grupo ajuda a quebrar barreiras, aceitar a vulnerabilidade e fortalecer o tratamento”, afirma.

O programa “O câncer não espera. O GDF também não”, da Secretaria de Saúde, complementa o trabalho oferecendo atendimento ágil e humanizado pelo SUS. Pacientes oncológicos são incluídos em lista de prioridade e têm acesso a cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo, sempre iniciando pela avaliação nas unidades básicas de saúde (UBS) mais próximas.

Para José e seus colegas, o Fortalecer é mais do que um grupo de apoio: é um espaço de esperança, amizade e resistência. “Aqui aprendemos a dividir o peso da doença e a encontrar força na companhia uns dos outros”, conclui ele.

Governo confirma contratação para duplicação da GO-010 até setembro

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Governo confirma que contratação para duplicação da GO-010 será feita até setembro
Vice-governador Daniel Vilela participou do lançamento da 3ª AgroSudeste, em Silvânia, e garantiu investimentos do Governo de Goiás para região da Estrada de Ferro (Fotos: Jota Eurípedes)

A duplicação da GO-010, entre Goiânia e Vianópolis, já anunciada pelo Governo de Goiás, ganhou data para contratação. O vice-governador Daniel Vilela afirmou nesta terça-feira (26/08), durante o lançamento da 38ª Exposição Agropecuária de Silvânia e da 3ª edição da AgroSudeste, que o contrato para o projeto da obra será assinado até setembro deste ano.

A previsão de entrega é 2026.

Segundo Daniel Vilela, a duplicação é prioridade para o Estado e terá impacto direto no desenvolvimento da região da Estrada de Ferro, tanto na logística da produção quanto na segurança viária.

“Estamos avançando na fase de contratação e queremos iniciar as obras o quanto antes, porque sabemos da importância dessa rodovia para a competitividade da região”, afirmou.

Além da GO-010, também será contratada a pavimentação da GO-139, que ligará Silvânia ao Lago Corumbá. O vice-governador destacou que o processo para contratação da obra deve avançar já em 2025, ampliando o acesso turístico e produtivo da região.

“A GO-139 será uma artéria importante não apenas para o escoamento, mas também para atrair visitantes e fortalecer o turismo local”, reforçou.

Chapada das Covas

Na mesma agenda, Daniel Vilela se reuniu com produtores rurais da região, ao lado do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner.

Um dos principais temas foi a pavimentação da Chapada das Covas, trecho de 54,8 quilômetros entre Gameleira de Goiás e Samambaia, no Distrito Federal. A obra é considerada estratégica por integrar a região ao Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).

O vice-governador ressaltou que a rodovia vai “cortar caminho” entre grandes indústrias do Daia e o entorno Sul de Brasília, passando por Luziânia.

“Estamos trabalhando para incluir a pavimentação na carteira de projetos a serem executados em breve”, antecipou.

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Fonte: Portal Goiás