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YouTube se inspira na Netflix com download inteligente de vídeos

Wagner Pedro

Google é acusado de enganar anunciantes

O Google enganou editores e anunciantes durante anos sobre os preços e processos de seus leilões de anúncios, criando programas secretos que diminuíam as vendas de algumas empresas e aumentavam os preços para os compradores. É o que mostra reportagem do The Wall Street Journal, que cita alegações e detalhes não editados recentemente em um processo de procuradores-gerais estaduais.

De acordo com a reportagem, o Google embolsou a diferença entre o que informou aos editores e anunciantes quanto um anúncio custava e usou o dinheiro para manipular futuros leilões para expandir seu monopólio digital.

Os documentos citam correspondência interna em que funcionários do Google disseram que algumas dessas práticas significavam o crescimento de seus negócios por meio de “informações privilegiadas”, diz o WSJ.

O registro, apresentado nesta sexta-feira no Tribunal Distrital dos EUA do Distrito Sul de Nova York, veio depois que um juiz federal decidiu nesta semana que uma queixa alterada apresentada no ano passado poderia ser desarquivada.

O processo foi aberto pela primeira vez em dezembro de 2020, com muitas seções da reclamação redigidas. Desde então, as redações foram eliminadas em uma série de decisões, fornecendo novos detalhes sobre o argumento dos estados de que o Google possui um monopólio que prejudicou concorrentes e editores do setor de publicidade.

O Google, por sua vez, disse que pretende apresentar uma moção para descartá-lo na próxima semana. Um porta-voz da empresa ressaltou que o processo está “cheio de imprecisões e carece de mérito legal”.

“Nossas tecnologias de publicidade ajudam sites e aplicativos a financiar seu conteúdo e permitem que pequenas empresas alcancem clientes em todo o mundo. Há uma concorrência vigorosa na publicidade online.”

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A forma como os anúncios são comprados e vendidos na internet é um processo complexo no qual o Google desempenha um papel descomunal como participante e gestor dos leilões que determinam as vendas.

A gigante de busca possui a ferramenta dominante em todos os elos da cadeia entre editores on-line e anunciantes, dando-lhe um poder único sobre a monetização do conteúdo digital. Também possui plataformas importantes para alcançar os consumidores, como o YouTube.

Como resultado, os rivais reclamaram que a gigante da tecnologia inclinou o mercado a seu favor, permitindo que ela ganhasse mais licitações e impedisse a concorrência. A reclamação alterada e seus detalhes não editados visam esclarecer como isso funciona na prática, diz o WSJ.

Acompanhado por mais de uma dúzia de estados, o processo alega que as práticas comerciais do Google inflacionam os custos de publicidade, que as marcas repassam aos consumidores em produtos com preços mais altos.

Também alega que o Google suprime a concorrência de bolsas rivais e limita as opções dos sites para entrega de anúncios, baseando-se na comparação interna da empresa com um banco que também possui a Bolsa de Valores de Nova York.

O The Wall Street Journal acrescenta que o processo é complementado por um caso antitruste separado do Departamento de Justiça dos EUA e mais de três dúzias de procuradores-gerais estaduais focados nos serviços de busca do Google. Os casos devem ser julgados em 2023 ou mais para frente.

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