Sobre a volta às aulas na rede estadual de ensino, o parlamentar considera que a decisão não levou em conta a opinião dos professores. “No anúncio feito na semana passada, o governo dizia que dialogou com secretarias do governo e sindicatos patronais. Mas não consultou as entidades representativas dos professores da rede estadual paulista”.
Quanto ao adiamento da posse do novo ministro da Educação, Giannazi atribuiu a decisão a denúncias envolvendo o indicado. “Ele disse que era doutor e pós-doutor, mas já havia sido desmentido em relação ao doutorado, e agora também quanto ao pós-doutorado”.
Giannazi também comentou ataque sofrido por professora na cidade de Nuporanga, interior de São Paulo. Na madrugada de domingo, a casa de Marienne Guioto, representante da Apeoesp, sofreu atentado à bomba. “O mais absurdo é que imagens divulgadas na internet mostram que quem atacou entrou num carro da Polícia Militar”. Giannazi pediu que o caso seja investigado. “Quando Marienne é atacada, todos os profissionais da educação do Estado são atacados. Queremos investigação séria. Queremos saber qual a relação da Polícia Militar de Nuporanga com esse ataque”.
Em seguida, o parlamentar defendeu a aprovação de projeto na Casa, que trata do pagamento de salário aos professores eventuais. “São mais de 35 mil profissionais que estão sem receber salário. Eles também não têm acesso à renda básica do governo federal”, informou.