A bióloga Inês Cordeiro vê a fusão dos institutos de Botânica, Florestal e Geológico como um segundo golpe à pesquisa de espécies vegetais, uma vez que o Jardim Botânico está em processo de concessão. “Teremos de pedir licença para coletar espécimes”, lamentou.
A ecóloga Helena Lutgens teme o fim da colaboração entre o Instituto e a Fundação Florestal, o primeiro voltado à pesquisa e a segunda, à gestão das áreas de proteção e extração.
Engenheiro civil e ambiental, Paulo Fernandes destacou a consultoria técnica que o Instituto Geológico oferece para órgãos públicos como a Defesa Civil, que se baseia em estudos de solo para fazer a gestão de riscos e desastres. Como essas mensurações dependem de tecnologia, é importante reinvestir em equipamentos, o que deixará de acontecer se as receitas do instituto forem sequestradas pelo Estado, conforme prevê o PL 529.
“A Sucen impediu que o surto de febre amarela de 2017 atingisse a capital”, afirmou o biólogo Horácio Telles, alertando que o impacto econômico de uma doença descontrolada é imensamente maior do que qualquer economia que o PL 529 possa trazer.