Carlos Giannazi (PSOL) usou a tribuna da Alesp em 6/10 para denunciar que, em meio à crise sanitária e econômica, o governo do Estado pretende desapropriar diversas residências na região da Água Espraiada, no distrito do Campo Belo. “Dezenas de famílias de baixa renda estão sendo notificadas pela Companhia Paulista de Obras e Serviços, com aval da Secretaria de Governo e Gestão, de que suas casas foram consideradas de interesse público para as obras do interminável monotrilho do PSDB. Muitas dessas pessoas estão desempregadas, vivendo do subemprego, e agora correm o sério risco de serem jogadas no olho da rua.”
Segundo o deputado, a maior parte dessas desapropriações são desnecessárias e favorecem apenas as grandes construtoras e o mercado imobiliário, que pretende lucrar com a valorização da região. Além disso, os atuais proprietários serão expulsos da região, pois os valores pagos são insuficientes para comprar outro imóvel equivalente no mesmo bairro.
Há cerca de dez anos, Carlos Giannazi ajudou a organizar a resistência contra as desapropriações que aconteceriam não só por causa do monotrilho, mas também por causa da Operação Urbana Água Espraiada, um projeto da prefeitura que ligaria a avenida Roberto Marinho à rodovia dos Imigrantes e transferiria a titularidade das áreas adjacentes à iniciativa privada.
Na ocasião, o deputado, através do PSOL, ingressou com ação no Tribunal de Justiça contra a prefeitura para impedir as desapropriações, além de acionar o Ministério Público e a Defensoria Pública. “Agora o governo faz uma nova ofensiva, mas nós vamos prosseguir lutando.”