Da tribuna da Alesp, em 19/11, Carlos Giannazi (PSOL) prestou uma homenagem ao militante da luta pelos direitos das pessoas com deficiência Paulo Henrique Machado, falecido na véspera. Preso a um aparelho de respiração artificial por conta da poliomielite que desenvolveu em 1969 quando tinha ano e meio de idade, Machado viveu por 50 anos no Hospital das Clínicas de São Paulo, uma limitação que não o impediu de se profissionalizar na arte da computação gráfica e animação.
Junto com Sandra Ramalhoso, Ari Colatti e Eliana Zaghi – que também morou por mais de 40 anos no HC e hoje recebe cuidados em casa – , Machado idealizou o Projeto de Lei 660/2014, que prevê a criação do Centro de Referência de Diagnóstico e Tratamento de Pessoas com Síndrome Pós-Pólio e Doenças Neuromusculares. O projeto foi apresentado em maio de 2014 por Giannazi, que o impulsionou em toda sua tramitação até que fosse finalmente aprovado pela Assembleia Legislativa em junho de 2016. Infelizmente, o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) vetou totalmente a propositura.
“Paulo Henrique Machado nos deixa um exemplo de vida, de vigor. Mesmo nessa condição, ele era uma pessoa extremamente ativa, um artista e um militante”, afirmou Giannazi, que pretende, mais do que nunca, lutar pela derrubada do veto ao PL 660. “Nossa maior homenagem será a criação desse centro de referência para pessoas com síndrome de pós-pólio.”.