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PARANÁ

Unicentro oferta atendimento especializado para adolescentes grávidas e puérperas

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A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) lançou um projeto para apoiar meninas com idade entre 12 e 21 anos que engravidaram ou tiveram filhos na pandemia. O projeto “Tô grávida, e agora?” considera que a gravidez na adolescência, por si só, já traz uma série de mudanças na vida de meninas. Uma gestação durante a pandemia tem ainda mais implicações. Com as redes de apoio diminuídas por conta do isolamento social, a saúde mental e física das jovens é muito impactada.


A ação é desenvolvida no âmbito do Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e Juventude (Neddij) Irati, um projeto de extensão da Unicentro, que atua nas frentes jurídicas e psicológicas de garantia dos direitos de crianças e adolescentes e, também, na prevenção da violação destes direitos. No momento, a fase é de divulgação do “Tô grávida, e agora?” nas redes sociais e junto a equipamentos das áreas da saúde e da assistência social de Irati.




O projeto, segundo a coordenadora do Núcleo, professora Michele da Rocha Cervo, vai oferecer acompanhamento psicológico e jurídico para as jovens mães. “Percebemos, na escuta a esse público, que muitas questões iniciam com estas gestações e gravidez no período muito jovem, quando meninas começam a ter que se responsabilizar pelos cuidados de uma criança, de um bebê”, diz Michele.


Segundo ela, o projeto vai atender essas jovens com orientação sobre seus direitos e sobre aspectos psicológicos emocionais que a própria gestação pode trazer. “Muitas adolescentes não têm uma rede de apoio e um espaço de escuta para suas dúvidas, para falar da transformação que a própria gestação traz e que, muitas vezes, podem colocar as meninas em uma condição de vulnerabilidade maior”, completa a professora.

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ATENDIMENTO – O atendimento das jovens gestantes e puérperas poderá ser individual ou em grupo, com duração média de uma hora e meia, uma vez por semana. No caso da opção por acompanhamento individual, os encontros poderão ser online ou presenciais, caso necessário, seguindo os protocolos de segurança contra a Covid-19. As reuniões em grupo serão sempre realizadas de maneira remota.


Em ambos os formatos, as atendidas poderão compartilhar experiências, tirar dúvidas e conversar sobre qualquer questão instigada pelas mudanças e adaptações que a gestação traz para a sua vivência enquanto adolescentes.


ETAPAS – A estudante de Psicologia Laleska Almeida é uma das três acadêmicas do curso extensionistas do “Tô grávida, e agora?”. Ela conta como a equipe tem se preparado para o desenvolvimento desse projeto. Agora, na fase é de divulgação do projeto, além do compartilhamento nas redes sociais, a equipe visita unidades de saúde e de assistência social de Irati para falar sobre a ação.


“Além disso, estamos nos preparando para a realização da triagem e do atendimento que faremos a essas jovens. O projeto pode oferecer, com a proposta dos encontros em grupo, por exemplo, a ampliação da rede de apoio, promovendo conversas, encontros com outras jovens que estão passando por um momento de vida parecido. Além disso, pretendemos levar para essas meninas informações sobre seus direitos enquanto jovens gestantes”.

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A psicóloga do Neddij Irati, Carine Marques, atuará na supervisão dos atendimentos conduzidos pelas estudantes da Unicentro. “A gente entende que o período de maternar não é fácil. Foi criada uma expectativa social de como a mulher tem que se sentir frente a um teste positivo de gravidez e a gente sabe que nem sempre é isso que acontece. Então, podemos auxiliar essas meninas a lidar com todos esses sentimentos sem julgamento e sem culpa, entender como elas se sentem frente ao momento que descobriram a gravidez e todas as consequências que isso pode ocasionar”, diz Carine.


COMO PARTICIPAR – As interessadas em participar do projeto “Tô grávida, e agora?” podem enviar uma mensagem pelo Facebook ou Instagram do Neddij Irati, ou entrar em contato pelo WhatsApp (42) 99970-4418. A equipe do Neddij fará um cadastro da jovem e conversará sobre o melhor modelo de atendimento conforme horários, disponibilidade de recursos tecnológicos e opção por acompanhamento individual ou em grupo.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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