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Numerologia da Reencarnação: descubra o seu carma e o que precisa aprender

Divulgação/ Day Mesquita

A atriz Day Mesquita, estreou na televisão em 2005, apresentando o programa Teen Power, na Rede 21

Day Mesquita, de 36 anos é atriz, bailarina e ativista feminista. Vencedora do Prêmio Contigo, na categoria de Melhor Atriz, concorrendo com grandes atrizes como Taís Araújo, ela atualmente está no ar na série “O Negócio”, veiculada na HBO MAX. Já possuindo outros projetos marcados como “Tudo de Bom!”, minissérie ambientada nos anos 80 sobre a vida de Simone Mantovani.

Em entrevista ao IG Delas, Day Mesquita fala sobre a arte e o feminismo. A atriz conta como mescla dessas duas áreas de sua vida, reafirmando a sua crença da arte poder ser um meio de inclusão social e a sua responsabilidade como pessoa pública de se engajar em movimentos sociais.

Além de atriz , você também é uma ativista , como você enxerga o poder da arte nas transformações sociais?

“Eu vejo a arte como um meio importante de socialização, conhecimento, informação e cultura, além, claro, de entretenimento. A arte expande, ela abre caminhos e possibilidades. A partir do momento em que fui ganhando um reconhecimento maior na minha profissão e senti que podia dar voz às causas que acredito.

Acho que antes de começar a me engajar mais nos movimentos que acredito, via isso também como uma grande responsabilidade, o que talvez tenha me segurado um pouco em abordar mais assuntos como esse no início da minha vida “pública”, mas hoje vejo com muito mais carinho essa situação, afinal, estamos todos em evolução e em constante aprendizado. Busco ter conhecimento para falar sobre as coisas que acredito mas sempre procurando humildade e maleabilidade para aprender, especialmente quando falo sobre assuntos que não são do meu lugar de fala ou completo domínio.

Vejo o momento atual como um momento muito importante, onde estamos discutindo e ressignificando muitos aspectos em nossos comportamentos em busca de uma sociedade menos desigual e injusta, então, se posso ser mais uma formiguinha no meio desse grande trabalho, farei isso com muito prazer.”

Você vê a arte como um caminho para dar voz a grupos marginalizados?

“Essa pergunta é interessante porque os próprios artistas, pegando a História antiga já foi considerado, erroneamente claro, grupo marginalizado. Dentre tantos pontos positivos que a arte nos traz, creio que ela também tem o poder de elucidar, transformar e ressignificar muita coisa. Acredito que essa é uma boa forma de enxergar e entender o outro, fazer pensar e se questionar a atual “ordem” das coisas, podendo sim dar voz a grupos que muitas vezes não são vistos e ouvidos como deveriam ser. Quanto mais isso for presente em nossas vidas, esse olhar com empatia e de justiça social, mais oportunidades podem surgir. A arte é uma boa ferramenta de inclusão, e um país mais inclusivo, com mais educação, oportunidades e arte para todos, teria certamente um futuro muito mais promissor e justo.”

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Como feminista, quais pautas dentro do movimento você tem mais afinidade?

Day Mesquita
Divulgação

Day mesquita

“São muitas, mas eu me identifico inteiramente com a busca da desconstrução de uma rivalidade feminina que foi convenientemente estabelecida pela sociedade patriarcal desde sempre e que hoje, cada vez mais, vemos que somos muito maiores e melhores praticando a sororidade. Além disso, é urgência uma sociedade mais justa e não é mais aceitável que, por exemplo, um homem receba muito mais que uma mulher para executar a mesmíssima função, num mesmo número de horas, com o mesmo resultado, etc.

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O meu trabalho como atriz me permite mergulhar em universos aos quais já visitei e outros um pouco ou muito diferentes. Busco estar em contato não só pelas cenas que vivo através delas, mas também através da busca de um entendimento maior dessas situações. Personagens de personalidade forte e empoderadas tem sido uma busca minha consciente e inconscientemente também eu diria. Muito do que aprendo com essas personagens me faz abrir mais as percepções sobre questões diversas. O feminismo é uma dessas questões que se apresentam fortemente em várias delas, especialmente nas últimas as quais interpretei.

Então, através de experiências pessoais, outras não, apenas por empatia, e por fim também experiências profissionais, eu diria que assuntos como a busca por igualdade no espaço de trabalho e oportunidades, independência financeira, a violência contra a mulher, física e psicológica, entre muitos outras pautas, são apenas algumas questões que me movem.”

Como você enxerga a mulher no cenário da dramaturgia brasileira? Você já enfrentou dificuldades por ser mulher neste ambiente?

“Acho que há muito ainda que se conquistar nesse sentido. Como atriz temos oportunidades talvez equiparadas no sentido de número de personagens. Hoje podemos ver personagens femininos que vem derrubando uma linha de estereótipos de gênero que existia mais forte anteriormente, fico muito feliz em ver personagens femininos cada vez mais empoderados na dramaturgia.

Mas no cenário dramatúrgico em geral a predominância é masculina e sinto que esse movimento de mudança para uma forma mais igualitária vem gerando questionamentos e movimentos para que haja uma mudança, mas que ainda está longe do ideal.

Já enfrentei dificuldades. Temos volta e meia uma herança até inconsciente que faz com que nossas ações sigam um hábito que precisa ser repensado, até considerando aceitação de algumas condutas que antes eram normalizadas, como uma brincadeira que, na verdade, não é engraçada. Hoje entendemos mais e mais que não precisamos sorrir pro desconforto. O feminismo abre a nossa mente para adotar novos padrões de comportamentos que tendem a inibir qualquer tipo de opressão.”

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