InícioMINAS GERAISGoverno apresenta avanços da cadeia produtiva dos queijos artesanais na ALMG

Governo apresenta avanços da cadeia produtiva dos queijos artesanais na ALMG

As ações do Governo de Minas para valorização e fortalecimento da cadeia produtiva dos queijos artesanais do estado foram apresentadas pela secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, em audiência pública realizada pela Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa.

Segundo a secretária, a complexidade do contexto dos queijos artesanais demanda uma atuação em várias frentes. “É um desafio que encaramos com vontade e determinação. Muitas ações precisam ser feitas, mas o Governo de Minas conseguiu avanços com resultados concretos”, disse.

Um dos grandes problemas, frequentemente lembrado pelos produtores, é a falta de regulamentação para alguns tipos de queijos artesanais. A situação cria um paradoxo com a produção de queijos valorizados, reconhecidos e premiados fora do país, mas que não encontram permissão legal para comercialização dentro do estado.

Segundo Ana Valentini, a legislação determina a realização de pesquisas para a regulamentação dos diversos tipos de queijos. “Por isso é tão importante a aprovação do Projeto de Lei 876/19, que estabelece que 10% dos recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) sejam destinados à Epamig para viabilização de pesquisas no setor agropecuário. É necessária a pesquisa para subsidiar as regulamentações necessárias”, reforça.

Queijos Artesanais

A Epamig lidera o projeto de formatação da Rede Mineira de Queijos Artesanais, que reúne 50 pesquisadores de diferentes instituições de pesquisa e de ensino do estado. A proposta é racionalizar recursos e estrutura laboratorial para desenvolver soluções tecnológicas para a cadeia produtiva de queijos artesanais e, deste modo, atender produtores, associações, extensionistas e fiscais sanitários em demandas de agregação de valor e de garantia da segurança do alimento.

Rede de Laboratórios

Outra demanda do setor produtivo é a necessidade de laboratórios no estado para a realização de análises de qualidade dos queijos. “Solicitamos recursos ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que destinou uma verba de R$ 900 mil para as universidades estruturarem seus laboratórios a fim de possibilitar a realização de pesquisas em queijos artesanais mineiros”.

As universidades foram selecionadas pela Secretaria de Agricultura, de acordo com a capacidade de aplicação do recurso, interesse e presença de corpo técnico especializado. Foram contempladas a Universidade Federal de São João del-Rei; Universidade Federal de Minas Gerais (Escola de Veterinária); Instituto Federal de Minas Gerais/Campus Bambuí e a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Legislação

A regulamentação da Lei N° 23.157, por meio do Decreto N° 48.024 de 19 de agosto de 2020, foi lembrada como um avanço importante, na medida em que estabeleceu embasamento legal para a produção de queijos com leite de outras espécies como cabra, ovelha e búfala, além de reconhecer oficialmente novas técnicas para produção ou maturação dos produtos.

Antes da normatização, apenas o Queijo Minas Artesanal de Casca Lavada tinha embasamento legal para ser produzido no estado – sem permitir variações do produto. Agora, outras variedades poderão também ser reconhecidas e regularizadas como, por exemplo, o queijo cabacinha, o requeijão moreno, dentre outros. O processo abriu caminhos para a regulamentação de identidade e qualidade do queijo artesanal da região de Alagoa e Mantiqueira, que tem a receita original proveniente do parmesão, possibilitando a regularização e venda dos queijos.

Além dos técnicos do Sistema Estadual da Agricultura (Emater-MG, Epamig e IMA), participaram da audiência pública, nessa terça-feira (14/9), representantes da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) e Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg). Também foram chamados representantes de associações, prefeituras, lideranças políticas das regiões produtoras, além de especialistas sobre o tema.

Fonte: Agência Minas Gerais

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